Mitos sobre a carne suína

Os mitos sobre a carne suína

Há uma série de dúvidas a respeito dos benefícios e malefícios causados pelo consumo da carne suína, já que, muitas vezes, esse tipo de carne é associado a colesterol no sangue, verminoses, alergias e obesidade. Prova disso é que no Brasil o consumo deste tipo de proteína animal é bem menor que na Europa.

O team leader da unidade de negócios Suínos da Pfizer Saúde Animal, Evandro Poleze, conta que os cuidados sanitários estão cada vez mais presentes na cadeia de suínos e que essa atenção é essencial para que o Brasil produza uma carne segura e de qualidade. "O risco de contaminação por parasitoses, por exemplo, foi extremamente reduzido com a adoção das técnicas adequadas de manejo e alimentação, bem como com o controle sanitário rígido nas granjas", explica Poleze.

Sobre o mito de a carne suína ser mais rica em colesterol que as demais, o médico veterinário Fabiano Coser revela que todas as carnes têm níveis parecidos de colesterol e que variam de acordo com os cortes. "A pele de frango e a casca do camarão, por exemplo, são riquíssimas em colesterol. No caso da carne suína, o lombo é corte com menor teor de gordura intramuscular e seu teor de colesterol chega a ser menor do que o do peito de frango sem pele", salienta o médico veterinário.

Coser ainda explica que o grau de digestibilidade da carne suína é parecido com o das demais carnes e varia de acordo com o teor de gordura, os cortes e a forma de preparo. Outro preconceito sobre a carne suína é a reação alérgica que a proteína causa nas pessoas. "Bioquimicamente os carboidratos são idênticos nas proteínas de origem animal. Portanto, a carne suína não pode ser considerada mais alergênica que as demais", completa o médico, que também é diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Por Livany Salles

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