Kebabs de todos os tipos

Kebab

Foto Kebab indiano/ Mauro Holanda

Em países como Inglaterra, França, Alemanha e EUA, o kebab (grelhado) é uma tradicional e barata comida de rua. Qualquer semelhança com o churrasquinho grego não é mera coincidência. Pois é, os dois são parentes próximos - churrascos grelhados em espetos giratórios com pão para acompanhar.

A novidade é que os kebabs (como são chamados na Turquia) também invadiram a capital paulista. Casas bem-arrumadas e cheias de charme, chamadas de kebaberias, fazem a preparação de uma forma mais sofisticada.

Na opinião do chef Rodrigo Libbos, do Kebab Salonu, o prato é uma forma de ligar todas as cozinhas do Oriente Médio, Norte da África e Índia. Por isso os kebabs da casa são recheados com os ingredientes típicos de cada país. Para o chef, a cultura do churrasco e do grelhado com carvão está muito associada à culinária turca e árabe, mas cada região faz as suas adaptações.

No Kebab Salonu o indiano é feito com frango ao curry com chutney de banana. Já o Chancliche é preparado com queijo árabe de mesmo nome e o famoso tempero zaatar. Há também o de kafta, hommus, folhas e as opções lactovegetarianas preparadas com hommus, falafel e babaganuche.

“Já o clássico Doner Kebab com cordeiro é aromatizado e acompanha coalhada seca. Também preparamos o Merguez, com lingüiça de cordeiro à moda marroquina. Lembrando que todos os de carne são marinados conforme os temperos típicos”, acrescenta a chef.

O pão também é batizado de vários nomes. Sírio, pita, folha e lavosh (Armênia), esse último feito com farinha de trigo integral que o deixa mais macio. Conforme Libbos, o pão não precisa estar envolvido na carne, também pode ser servido à parte. O prato também tem outros acompanhamentos, entre eles, arroz sírio, fritas ao zaatar, lentilhas ou couscous.

Entre os gregos, o lanche tem o nome de gyros pita. Rodrigo Ortiz, proprietário da lanchonete MisterGyros, explica como ele é feito. “No pão pita (sírio) com alface, tomate, cebola e o molho grego Tzatziki, à base de iogurte. Já a carne (maminha) permanece em especiarias mediterrâneas por 12 horas”. Esta aí a prova de que só o nome muda o mesmo.

Por Juliana Lopes

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