Iguarias exóticas

iguarias exoticas

Língua de bacalhau

Apesar de já ter sido consumida em casas mais pobres, atualmente a língua de bacalhau é considerada uma verdadeira iguaria. “Era preparada por pescadores da região da Figueira da Foz (Portugal) e Galícia (Espanha)”, explica Eduardo Chiappetta, que comanda a tradicional bacalhoaria paulistana de mesmo nome.

Eduardo resolveu importar o produto depois de experimentá-lo em Portugal nos anos 80. Embora seu gosto seja muito parecido com o do lombo, sua textura é ainda mais macia. O ingrediente pode ser servido à dorê como aperitivo ou ainda com arroz. Chega a custar cerca de 140 reais o quilo porque para 20 Kg de bacalhau, se aproveitam apenas 50 gramas da iguaria. Por isso, Eduardo só vende em semanas próximas da Páscoa ou do Natal.

Bochecha de Vitela

Conhecida na gastronomia francesa como joue de veau, a bochecha de vitela é empregada em alguns restaurantes paulistanos, como, por exemplo, o Sophia. “Mas nem sempre está no cardápio, porque dependemos da oferta da Wessel (empresa que distribui produtos bovinos para restaurantes e supermercados)”, afirma a chef Fabiana Cesana.

A iguaria chega até ter um custo baixo, cerca de 8,50 reais o quilo, segundo a chef que usa a carne no Ravioli de joue de veau com chips de maçã verde. Por ter muita gordura, a carne deve ser deixada de molho antes de ser cozida lentamente em fogo baixo, processo que demora em média oito horas. “Como ela é gordurosa, eu uso frutas ácidas nos acompanhamentos para quebrar. Seu sabor é bem acentuado, diferente da delicadeza da carne em si”, completa.

Ovas de ouriço e tainha

As mais conhecidas são as de tainha, chamadas de bottargas na Itália. Já as de ouriço estão protegidas dentro da carapaça, por isso é necessário abrir a boca do ouriço com uma faca e retirar as ovas. “É muito apreciada na costa italiana e em nosso litoral. Costumava experimentar em Búzios com limão”, explica Beppe Negozio, do restaurante paulistano Riso & Astro. Conforme o chef, o ingrediente alaranjado que pode ser comprado resfriado em Santa Catarina dá um colorido especial aos pratos.

Por Juliana Lopes

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