Da oliveira à mesa

Da oliveira à mesa

O azeite de oliva extra-virgem existe há mais de 10 mil anos. Na antiguidade ele não era considerado alimento, mas sim, era bem visto pelos seus poderes anti-séptico e a capacidade de impedir a passagem de ar. Era utilizado como conservante, como medicamento, como base de perfumes, cosméticos e, principalmente, como combustível para iluminação.

Para entender como esse produto era valioso, basta imaginar que nessa época não havia um só palácio ou casa que não tivesse várias lamparinas funcionando à base de azeite.

Durante o Império Romano, este ouro dourado era comprado, principalmente, na região de Andaluzia e também Norte da África e vendido em todos os domínios de Roma. Somente em torno de 500 a.C. após ser empregado durante séculos, como base para conservas, o azeite passa a ser usado também como um alimento para acrescentar sabor aos pratos.

N a Idade Média, a igreja católica foi uma das principais divulgadoras do uso do azeite na mesa. Somente em 1970, quando surge a Dieta Mediterrânea, o azeite passa a ser considerado a melhor gordura para o organismo humano. A partir deste fato, muitos estudos científicos passaram a atestar as qualidades orgânicas do azeite. E o que era conhecido pelos antigos, agora é comprovado em pelos cientistas.

Por todo o seu passado e sua relação com a cultura do azeite de oliva, hoje a Espanha é responsável por quase 70% de toda produção mundial. Esta é uma das principais razões da alta qualidade e do baixo preço do azeite de oliva espanhol.

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