Chester X Peru: qual deles apostar no Natal?

Chester X Peru qual apostar no Natal

Foto: Cyber Cook

Na hora de preparar a ceia ou o almoço de Natal alguns anfitriões ficam com uma dúvida: é melhor comprar um peru ou um chester? E mais: qual a diferença entre os dois? Para esclarecer de vez essa dúvida, o Vila Mulher conversou com Olivan Pego, chef da rede de restaurantes Divino Fogão.

Ele explica que o chester é uma ave geneticamente modificada e surge do cruzamento de aves de linhagens diferentes. Já o peru é originária de uma única linhagem. "O chester, por ser uma ave geneticamente modificada, tem mais carnes. O peito e a coxa são mais suculentos e o sabor é um pouco mais suave, enquanto o peru tem sabor mais intenso e o peito e as coxas têm menos carnes."

O chef lembra que, tradicionalmente, o peru predomina nas mesas natalinas, mas o chester aos poucos tem caído no gosto dos brasileiros. A vantagem é que as duas aves podem ser servidas tanto no almoço quanto no jantar. "O tamanho dela deve ser compatível com o número de pessoas, em média 400g a 500g por pessoa", lembra.

Outra diferença entre os dois pratos é o tempo cocção, já que o peru, por ter a carne mais consistente, demora mais para ficar pronto do que o chester. Olivan conta ainda que o tempo de marinada é outro detalhe importante: enquanto uma hora é o suficiente para o chester, o peru deve ficar no mínimo duas horas mergulhado no tempero.

Quanto aos acompanhamentos, Pego faz sugestões: "O chester, por ter uma carne mais úmida, pode ser acompanhado por pratos mais secos, como farofas, castanhas entre outros. Já o peru aceita melhor ingredientes mais úmidos, como frutas e molhos."


E na hora de comprar qualquer uma das aves no supermercado, não se esqueça de levar em consideração o número de pessoas que participarão da celebração. Como quase sempre os alimentos estão congelados, o chef pensa que a melhor opção é avaliar o tamanho. "Uma ave pequena é suficiente para seis pessoas. Também é importante verificar a data de validade. Quanto mais próximo do abate, melhor", orienta.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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