Champanhes e Vinhos Espumantes

Champanhes e Vinhos Espumantes

Foto: Doable/amanaimages/Corbis

Toda passagem de ano merece ser celebrada com uma taça de vinho espumante na mão. Há quem prefira usá-lo já na ceia, uma combinação perfeita para jantares cujo protagonista é o pernil ou o bacalhau.

Apesar de não existir uma regra básica em harmonização de vinhos, uma boa pedida é prestar atenção nas indicações de sommeliers e adequá-los ao gosto dos seus convidados. Roberto Rodrigues, consultor e professor da Associação Brasileira de Sommeliers, indica algumas regrinhas básicas para você acertar em cheio na escolha do seu champanhe ou vinho espumante.

Harmonização

Entradas: O champanhe (vinho espumante produzido na região francesa de mesmo nome) e o prosecco (feito a partir da uva prosecco) combinam bem com canapés, caviar ou entradas leves. Na Europa, o espumante seco é bastante consumido com uma entrada feita à base de frutas oleaginosas, como castanhas, misturadas com uvas passas e damascos.

Alimentos mais gordurosos, como peru e pernil pedem vinhos espumantes secos com mais acidez, que também combinam com frutas secas, muito usadas em acompanhamentos.

Peixes e frutos do mar grelhados não são indicados para servir com vinhos secos, pois a bebida "esconde" o sabor do alimento. No entanto se as receitas levarem molhos, com o de manteiga e alcaparras, por exemplo, o tipo seco harmoniza muito bem. O mesmo vale para o camarão, principalmente em receitas com queijos ou catupiry, como é o caso do Camarão na Moranga.

Sobremesas: Vinhos espumantes doces do sul da Itália e ainda os nacionais produzidos com a uva moscatel, mais popular e aromática, são excelentes para saborear com rabanadas ou panetones tradicionais com frutas cristalizadas. Mas não quer dizer que todos são indicados para qualquer sobremesa, principalmente as mais doces, como uma torta de morango, por exemplo.

Tim-tim!

O correto é servir os espumantes doces com a temperatura de seis graus e os secos com 10º C. Para tanto basta deixar a garrafa no balde com água gelada cerca de meia hora antes de servir. Ou então colocar a garrafa na porta de geladeira à tarde. A taça deve ter o formato de uma tulipa para permitir que as bolhas subam à superfície e a temperatura permaneça a mesma por mais tempo.

Os vinhos espumantes podem ser diferenciados pelo teor de açúcar. Os mais usados no mercado são o nature, com pouquíssimo açúcar, brut, com baixa quantidade de açúcar e o extra dry, mais doces e um dos preferidos das mulheres. Já os demi-sec têm um intenso grau de doçura e se destacam pela grande concentração de frutas e ausência total de amargor.

Os tipos mais populares chamados de sans anée são produzidos com uvas de várias safras misturadas para se obter o mesmo padrão todos os anos. Representam cerca de 95% do mercado. Já os millesimé são produzidos apenas com uvas de ótima qualidade de uma única safra. Outra categoria, de qualidade superior, é a dos champanhes grand cru produzidos exclusivamente a partir de vinhedos de qualidade superior (chamados de grand Cru). A diferença é que geralmente vêem de pequenos produtores, o que garante mais qualidade ao vinho.


Por Juliana Lopes

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