Champanhe

“ Na vitória você merece. Na derrota, você precisa”

A frase é de Napoleão Bonaparte referindo-se ao vinho fabricado na região de Champagne, na França - até hoje associado a comemorações, sucessos, datas especiais e prazer de uma forma geral.

Essa afirmação demonstra a extensão da unanimidade alcançada por essa bebida. No entanto, justamente por ser tão especial, o champanhe é muitas vezes mitificado ou, pior ainda, discriminado por falsos conceitos de que seria caro demais, sofisticado demais, burguês demais…

Aliás, antes de seguir adiante é bom saber o seguinte: o verdadeiro champanhe é o vinho espumante produzido na região da França que traz o mesmo nome. Os demais vinhos que chamamos de champanhe, são apenas isso: vinhos espumantes - alguns ótimos, outros nem tanto - igualmente consumidos em taças altas com o mesmo intuito e nas mesmas ocasiões. Em minha opinião podem ser muito mais frequentes.

Afinal bem que merecemos brindar mais do que uma ou duas vezes por ano com essa deliciosa bebida sem culpa e - como já dizia Napoleão - sem um motivo específico.

Aliás, esta é a graça. Champanhe para brindes especiais é o previsível. Porém, quem aprende as sutilezas de servir e beber espumantes está um passo a frente para seduzir seu interlocutor com muito mais elegância. Ainda mais se surpreender o outro/a com inesperadas delicadezas.

Alguns critérios - se não puder beber os de boa qualidade é melhor não fazê-lo. Os franceses, sem dúvida são melhores, porém há excelentes espumantes espanhóis e italianos. É uma questão de experimentar e adequar ao paladar.

Se você é o dono da casa e quer pedir aos amigos que tragam uma garrafa para brindar, não há o menor problema. Apenas, especifique a marca e o tipo que estará usando para que não haja mistura de sabores. (Há os secos, os doces etc.). Importante - peça para trazer a garrafa já gelada, pois esse tipo de bebida não pode ir ao freezer e dificilmente seu refrigerador poderá acomodar a todas em dia de festa.

Para abrir - estouro e banho de espuma só funcionam no podium de Fórmula 1 e, eventualmente, entre quadro paredes, sem roupa. Socialmente é infinitamente mais charmoso abrir a garrafa discretamente. Uma dica: para que não estoure, basta incliná-la e girar a garrafa, não a rolha. E lembre-se: se a espuma transbordar é porque provavelmente a bebida não estava suficientemente gelada. Champanhe não é chopp. Portanto, não precisa de colarinho. Para evitar esse efeito, incline a taça ao servir.

As taças - devem ser de vidro ou cristal. Plástico nem pensar. Por mais bonitinhas que sejam e ainda que “pareça cristal”.

Algumas marcas apresentam a coloração rosada, outras um dourado mais forte. Alguns são mais secos outros mais doces. Os secos, de uma maneira geral podem ser bebidos com tudo - do aperitivo a sobremesa. Já os mais doces são mais adequados para acompanhar frutas e doces. Na verdade, o que importa é o espírito com que se brinda. Que deve ser sempre de alegria e renovação.

Jornalista, escritora e palestrante, Claudia Matarazzo é autora de vários livros sobre etiqueta e comportamento: “Visual, uma questão pessoal”, “Negócios Negócios - Etiqueta faz parte”, “Amante Elegante - Um Guia de Etiqueta a Dois”, "Casamento sem Frescura", "net.com.classe", "Beleza 10", "Case e Arrase - um guia para seu grande dia", "Gafe não é Pecado" e "Etiqueta sem Frescura"

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