Ano novo judaico

Ano novo judaico

A culinária pode revelar muito sobre a história de diversos povos. Para os judeus, os ingredientes são mais do que uma simples comida no prato, principalmente em festas comemorativas, como o Rosh Hashaná (Ano Novo), que será celebrado este ano entre os dias 29 e 30 de setembro.

Com objetivo de trazer a auto-avaliação, a comemoração reúne na mesa ingredientes diversos, como, mel, passas e tâmaras, para simbolizar um futuro mais doce. “Maçãs, por exemplo, representam a coragem de Isaac”, explica a chef Simone Chevis.

Daí a procura por doces à base da fruta em lojas especializadas. “O Bolo de Maçã e o Strudel de Maçã são os mais solicitados nessa época”, garante Ana Halpern, gerente de compras da loja All Kosher.

Andrea Kaufmann, especialista na culinária típica da religião judaica, acrescenta na sua mesa bolo de mel e ainda um delicioso cheesecake.

Ano novo judaico  cheesecake

Para a festa, a chef ainda elabora e comercializa receitas típicas, como, arenque marinado, patê de fígado e ovo e o Gefilte Fish. Em seu menu há também opções gourmet (terrine de salmão, cordeiro ao forno e tsimes de cenouras) ou ainda receitas mediterrâneas, como homus, coalhada e robalo ao molho provençal.

Geralmente a cerimônia não é muito diferente de país para país, mas o cardápio pode variar conforme a nacionalidade dos judeus. Os marroquinos molham tâmaras em sementes de erva-doce, gergelim e açúcar, além de servirem um peixe inteiro com a cabeça, a qual é oferecida ao chefe da família. Alemães comem carpa ou salmão agridoce e os residentes no norte da África preferem inserir seu prato típico, o cuscuz, com os vegetais simbólicos. “Nós mantemos a tradição dos alimentos simbólicos e adaptamos com a culinária típica de cada local, sem perder a sua história”, ressalta a design de jóias Virgínia Griffel.

Fora do cardápio!

Alimentos azedos ou amargos nunca estão à mesa. Os judeus marroquinos não comem azeitonas pretas e berinjela, cujas cores e o amargor podem trazer má sorte. Já os libaneses não saboreiam comidas salgadas ou com limão. E alguns europeus, como os Ucranianos, não servem pepinos azedos, picles, raiz forte devido à acidez.

Por Juliana Lopes

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