Entrevistando Julia Petit

  • Facebook
  • Pinterest
  • Twitter
  • Google+
Julia Petit

Julia Petit / foto Érica Minchin

Como eu contei no meu "Diário SPFW', uma das minhas metas era conseguir entrevistar nosso ícone de estilo nacional: Julia Petit. Aproveitando toda sua simpatia, lá fui eu para o lounge da Rexona novamente, para conquistar meu objetivo. Quando fui pela primeira vez, ainda era muito cedo (15h) e ela não estava presente... Na segunda vez, o caos era tanto que eu nem tentei entrar, imaginei que seria impossível e resolvi voltar mais tarde. Na terceira tentativa, finalmente consegui! Ela estava com a sua equipe e foi super atenciosa.

Tentando não tomar muito tempo, pois sei que é incrivelmente requisitada, falamos apenas sobre coisas básicas. Desfiles que ela viu e gostou até agora, o que ela acha que vai pegar no inverno, o que a motiva a escolher suas roupas e a velocidade da informação atualmente.

Ela me contou que assistiu a poucos desfiles, pois passa muito tempo no lounge. Entre os que conseguiu assistir até ontem estavam Osklen, Rosa Chá, Cori e Glória Coelho. Seus favoritos foram o da Glória e o da Rosa Chá. Julia Petit ama a Gloria Coelho, disse que sempre gosta dos desfiles dela porque "é muito feminina". Já o desfile da Rosa Chá, Julia amou as rendas e achou que Alexandre Herchcovitch conseguiu dar a cara dele para tudo o que está na moda agora, "conferindo dignidade às coisas".

Sobre o que ela acredita que vai pegar no inverno, Julia é clara: "ombreiras, e vai ser um horror!". Ela indica que as pessoas comprem ombreiras de velcro e coloquem nos casacos que já possuem, pois quando a vontade passar não vão precisar se desfazer do casaco, apenas das ombreiras! Prática, não? Já do lurex, que sempre vai e volta e dessa vez apareceu em todas as coleções, ela gosta do ar anos setenta.

Julia escolhe coisas "bem menina, bem femininas" para compor seu estilo. Durante o SPFW prefere usar vestidos, pois são muito mais práticos já que na correria fica complicado ficar escolhendo roupas. Ela também contou que gosta de mandar fazer algumas coisas em costureiras e comprar em lojas que as pessoas geralmente não compram (inclusive garimpar em lojas consideradas "cafonas") e desta forma ela consegue vestir coisas que poucas pessoas possuem.


Para ela, a moda está deixando tudo muito igual porque todo mundo tem acesso a informação e porque as coisas aparecem muito rápido em muito mais lojas do que nos anos 80, que era mais individualista, por exemplo. Essa rapidez e acessibilidade de informação tem vantagens e desvantagens. Na sua opinião, a desvantagem é que todo mundo consegue a informação muito rapidamente, então o "segredo" de uma tendência dura muito pouco. E a vantagem é que isso faz com que as pessoas consigam definir seu estilo com mais facilidade, já que conseguem pegar um elemento daqui e outro dali e transformar em algo seu.

Por Érica Minchin (colunista de moda do Vila Fashion)

  • Facebook
  • Pinterest
  • Twitter
  • Google+

Comente