Vivienne Westwood ganha exposição no FIT

Vivienne Westwood ganha exposição no FIT

Foto/Reprodução Facebook Oficial

Vivienne Westwood está longe de representar o estereótipo de Lady, apesar de ter ganhado a nominação da própria Rainha Elizabeth II. Com estilo rebelde e provocador, a estilista ganhou uma exposição no Museu do FIT (Fashion Institute of Technology).

Com o nome "Vivienne Westwood, 1980-1989", a exposição, que estreou dia 08 de março e vai até 02 de abril - seis dias antes da artista completar 70 anos -, mostra um período de transformações para a estilista. Foi nessa época que a ruiva fez valer seu atual título de ícone - de moda, comportamento e liberdade.

Lady Rebelde

Antes de ser a conceituada designer, Vivienne era conhecida como "estilista punk", e isso a acompanha até hoje, por causa de seu estilo. Mas a inglesa não ganhou a fama apenas por sua rebeldia. Casou-se com Malcolm McLaren, produtor da banda punk Sex Pistols - seu segundo casamento. Juntos, eles tinham a loja "Sex" - criada em 1971, que passou por vários nomes até ser chamada de "World’s End" -, com criações inspiradas pelo rock dos anos 50 e focadas no público marginalizado de Londres.

Embora a cena punk tenha perdido sua força, a moda de Vivienne só ganhou poder mudo afora. A década de 1980 foi decisiva para que ela se tornasse o ícone da moda que perdura até os dias de hoje: depois de se separar de McLaren, em 1981, e passar a dar aulas na Academia de Artes Aplicadas de Viena, Itália, a inglesa criou a coleção "Pirates", com elementos românticos dos séculos XVII e XVIII.

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A partir daí, Vivienne passou a marcar território. O look expansivo, as cores berrantes e os elementos da história geral e da moda a fizeram ganhar notoriedade no segmento. Esses são os anos retratados na exposição no Museu do FIT, repletos de rebeldia e libertação.

Aliás, o que não é rebeldia para a estilista que parece exalar polêmica? São 34 anos de moda que chocaram o mundo, com suas criações cheias de erotismo e carga política, como a vez em que seus modelos desfilaram com o bumbum de fora, ou quando criou a camiseta com a estampa "Não sou terrorista, por favor, não me prenda", em 2005, mesmo ano em que o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto em Londres por ser confundido com um terrorista.


É por isso que as roupas de Vivienne Westwood são mais do que apenas vestuários. Em suas criações ela manifesta seus ideais (ela é militante em causas como anti-consumismo, mudanças climáticas, direitos civis e desarmamento nuclear). Couro, rendas, terninhos, política, erotismo, exageros, espartilhos, juventude, tradicionalismo, rasgos, saltos plataformas, tecidos britânicos e, diante de tantas antíteses, muita personalidade. E é por isso que amamos Vivienne Westwood!

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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