Twiggy - a top que revolucionou os anos 60

Twiggy  top que revolucionou os anos 60

A modelo super magra, com cabelos curtos e olhos marcados, e atualmente com 60 anos. Foto-Reprodução Site Oficial da modelo

Muito do que se vê nas passarelas de hoje em relação aos padrões de beleza das modelos é graças a essa carinha angelical. Lesley Hornby, conhecida como Twiggy (termo em inglês que vem da palavra graveto ou palito) se tornou um ícone de massa não apenas por ser a primeira top, mas também por mudar paradigmas nos anos 60.

Ao invés de mulheres com curvas generosas, Twiggy mostrou ao mundo que a referência em relação às formas femininas deveria mudar. Com seus olhos marcantes e cabelos curtíssimos, estilo Joãozinho, ela foi a pioneira no conceito de que menos é sempre mais.

"Seu estilo de ser, extremamente magra, revolucionou a década de 60 e se opôs ao estilo pin-up dos anos 50. Sem dúvida essa magreza provocou uma onda de regimes. As pernas fininhas, olhos enormes - evidenciados por cílios postiços e delineador -, cabelo curto e ar angelical marcaram um estilo que foi seguido por todas as mulheres daquele período, um padrão de beleza que perdura até hoje", confirma Elizangela Gomes, professora da Escola de Moda Sigbol Fashion.

Nem tinha completado a maioridade, Twiggy já tinha fãs no Japão e cliques de fotógrafos renomados da época, entre eles, Melvin Sokolsky, Richard Avedon e Bert Stern. O rostinho delicado também ganhou fama entre as celebridades, tanto que a modelo esteve em revistas ao lado de Marilyn Monroe, Ginger Rogers, Greta Garbo e Rita Hayworth, e ainda na capa de edições da Vogue e Tatler (revista britânica de luxo).

Segundo Gomes, o que mais chamava atenção em Twiggy não era só a sua magreza, mas também a maquiagem exagerada. "Para este efeito, além do lápis e rímel, ela chegou usar três pares de cílios postiços para aumentar o volume, além dos cabelos curtos, dando ar de menina angelical", acrescenta a professora. Rosto que por sinal teve a sua foto colocada em uma cápsula do tempo e enviada ao espaço.

Na adolescência, Twiggy não se mostrou apenas notável no mundo fashion. Artista completa, ela gravou o single, Beautiful Dreams, pela Ember Records, e também foi parar nos cinemas. Dos estúdios não saiu tão cedo. A carreira como atriz teve início no musical The Boy Friend, com direito a dois Globos de Ouro. A então atriz também foi parar em Club Paradise (1986), quando dividiu a cena com Robin Williams, e ainda em Madame Sousatzka (1988), ao lado de Shirley MacLaine e Leigh Lawson, seu marido até hoje. Entre um trabalho e outro ela posava para as câmeras - em uma das sessões participou da histórica capa do disco Pin Ups, ao lado de David Bowie. E também fazia o papel de estilista na prática.

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"Ela usava roupas de malha ajustadas, meias coloridas, vestidos trapézios e a minissaia, estilo que virou febre nos anos 60", diz. Se pensarmos na Twiggy nessa geração teremos Penélope Tree, Agyness Deyn e a brasileira Ana Claudia Michels, como representantes, que adotam elementos do seu visual. A própria não está mais nos palcos, nem à frente do seu talk-show Twiggy’s People. Há pouco tempo gravou um CD (Gotta Sing Gotta Dance) e aproveitou a fama que conquistou para escrever um guia de estilo (Twiggy - A Guide to Looking and Feeling Fabulous Over Forty - 2008) baseado na sua experiência c0omo modelo, mãe e esposa. Já no ano passado lançou um livro de fotos sobre sua vida (Twiggy - A Life in Photographs) em comemoração aos seus 60 anos.


Hoje em dia, a ex-top que continua loiríssima, mas com pequenos sinais do tempo, aposta mesmo na carreira de estilista. Além de desenvolver uma linha fashion para a rede Littlewoods - mais clássica para jovens senhoras, Lesley Hornby também tem uma coleção com pegada mais descolada. Chamada de Twiggy London, a grife está disponível na loja virtual HSN com casacos, coletes, leggings, relógios e lenços - moda básica para o dia-a-dia, ao estilo da eterna Twiggy que com o passar do tempo acompanhou as mudanças do mundinho fashion.

Por Juliana Lopes

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