Shopping Cidade Jardim e o mercado de luxo

Shopping Cidade Jardim e o mercado de luxo

Foto Divulgação

Inaugurado há pouco mais de um mês, o Shopping Cidade Jardim, o “novo templo do luxo” de São Paulo, surpreende pela concentração de lojas ícones de luxo nacionais e internacionais como Armani, Louis Vuitton, Tiffany, Chanel e Montblanc e tantas outras grifes.

Afinal, qual o potencial brasileiro para o consumo de produtos super luxo?

A pista está no resultado da pesquisa o Mercado de Luxo no Brasil - ANO II (2007/2008), apresentada pela MCF Consultoria & Conhecimento e pela GfK Indicator. O estudo, que contou com a participação de 100 empresas nacionais e internacionais que operam no País, revelou um faturamento em 2007 de US$ 5 bilhões e um crescimento de 17%, três vezes superior que o registrado pelo PIB brasileiro em 2007.

Aplicada entre novembro de 2007 e abril de 2008, a pesquisa teve por objetivo mensurar o tamanho do mercado do luxo brasileiro, conhecer os investimentos realizados e quais são as perspectivas para este ano. E de fato, o Brasil é um mercado emergente para os negócios de luxo, mas os executivos entrevistados pela pesquisa apontam a tributação e a dificuldade de importação como principais barreiras para expansão e implantação do negócio de luxo no Brasil.

“São Paulo é uma cidade que tem muitos shoppings centers. Existem lojas de luxo ou de segmento premium em quase todos os shoppings. O mercado para isso é grande”, explica Silvio Passarelli, diretor do programa de gestão do luxo da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado)

E o que move o consumo do luxo? O filósofo francês Lipovetsky, autor de livros sobre o assunto, já dizia que a finalidade maior do luxo é comprar emoções e não apenas produtos. Os especialistas confirmam: quem consome é quem aspira. Ou seja, a tomada de decisão de consumo é sempre movida pelo desejo, pela emoção e anseio de posicionamento social. E obviamente, esse sonho está em qualquer classe social...

Por Karina Conde (colaborou MBPress)

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