Rejeitada proposta de publicação da Vogue África

Rejeitada proposta de publicação da Vogue África

Capa 6. Foto: divulgação

Com a Copa do Mundo, olhos de todos os continentes se voltaram para o africano. Houve muita divulgação das belezas de lá - de todos os tipos. Na onda, um fotógrafo camaronês radicado na França preparou uma série de capas, parte de um projeto para que a Condé Nast, detentora dos títulos da "Vogue" pelo mundo, passasse a publicar também uma "Vogue Africa".

A proposta foi recusada, conforme anunciou Mario Epanya esta semana. A rejeição é uma surpresa, já que a versão italiana da revista dedicou uma todinha às modelos negras (com fotos de Epanya).

Com a seguinte mensagem: "Queridos. A espera terminou. A Condé Nast disse não ao licenciamento da ‘Vogue’ na África. Então essa é a minha última capa [foto 6]. Mas acredito que seja o começo de alguma coisa". A ideia dele era, antes de tudo, prestar uma homenagem as mulheres africanas.

O "Madame Noire", site especializado em estilo afro, também se pronunciou, dizendo que a Vogue pode "se safar publicando, alguns poucos editoriais de moda com algumas poucas modelos africanas ou afroamericanas. Mesmo que a versão ‘black’ da revista tenha voado das bancas em 2008, alguém realmente está surpreso com essa decisão da Condé Nast?", noticiou o site.

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Alguns outros defensores da ideia sugerem um boicote aos outros títulos internacionais - são 18 - e opte por publicações locais. Muitos manifestos surgiram, principalmente na página do Facebook do fotógrafo. E o "não" recebido acabou dando ainda mais visibilidade ao seu trabalho. Numa carta aberta, publicada na rede social, um dos fãs do trabalho de Epanya escreveu, nesta quinta-feira: "As capas fictícias da Vogue Africa fizeram mais do que pedir por validação. Ela pergunta ‘onde está a revista que nos representa na nossa diversidade?’" A Condé Nast ainda não se manifestou oficialmente a respeito.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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