Polêmica - o uso de peles está de volta

Infelizmente, as temporadas de moda no Brasil mostraram que as peles naturais ainda têm muitos adeptos. E alguns estilistas parecem não abrir mão delas. Os argumentos para o fim dessa prática são intermináveis, e um deles podem fazer qualquer um pensar. A raposa, a chinchila e o coelho são cruelmente mortos para não danificar a pele.

Nosso clima, não pede o uso dessas peles. Se for o caso, é possível se produzir imitações perfeitas e sintéticas. O próprio Karl Langerfeld, estilista da Chanel, já declarou isso. No Fashion Business, evento paralelo ao Fashion Rio, em janeiro deste ano, três estilistas desfilaram peles, Carlos Miele, Victor Dzenk e Patrícia Vieira. Dzenk usou peles de chinchila tingidas de rosa, o que eu acho desnecessário.

Alguns estilistas defendem o uso, e dizem que a qualidade da peça não é a mesma com pele sintética, ou que muitos clientes ainda atribuem glamour ao uso da pele. Dá para usar uma pele sem pensar nos animais? Será que as pessoas realmente precisam disso?

Segundo informações do Jornal O Estado de São Paulo, o Brasil é o segundo maior produtor de peles de chinchila, atrás da Argentina. São cerca de 500 fazendas que abatem e comercializam em torno de 40 mil peles por ano. Os casacos custam até R$ 100 mil.

Por Giseli Miliozi

Comente