Paulo Borges fala sobre possível unificação de calendário de moda

Paulo Borges fala sobre o futuro

Paulo Borges conversa com Fernando Torquatto durante a coletiva que abriu o Fashion Rio. Foto: Arquivo MBPress

A pergunta que todos queriam fazer a Paulo Borges na abertura da 20 edição do Fashion Rio nada tinha a ver com as tendências que iriam estar nas passarelas. Todos queriam saber se esta edição de outono/inverno seria a última do Fashion Rio. Ele respondeu, falou, falou, mas não bateu o martelo e preferiu deixar no ar:

- Não tem nada definitivo, o mercado é que vai decidir - disse Paulo.

Mas, digamos que, a tendência é de que realmente o eixo Rio-São Paulo tenha apenas uma temporada para as coleções de frio. Início do fim ou recomeço? Paulo Borges defende que é uma evolução natural do mercado criar uma nova plataforma de alto-verão que acomode todo o processo criativo do nosso país tropical.

- A gente lança uma coleção em junho para ser trabalhada até março, mas que em janeiro já está em liquidação. O consumidor quer inovação, quer estímulo. Com essa antecedência toda de lançamento, não dura! - acredita.

Para tirar de cena qualquer rixa ou grau de importância entre os dois eventos, Fashion Rio e São Paulo Fashion Week, Paulo usou grandes eventos, nacionais e internacionais, previstos para acontecer em junho.


- Até 2012 temos grandes eventos acontecendo em junho no Rio, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. Minha função é somar as forças dos eventos e fazer um planejamento do mercado como um todo. Sou produtor e produtor só consegue fazer as coisas se tiver planejamento - concluiu Paulo, sem dizer em quantos eventos de outono/inverno desfilará o seu corpinho no ano que vem.

Por Marcella Sobral

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