O poder dos modeladores

O poder dos modeladores

Scala. Foto: divulgação

Eles podem fazer milagres na hora de usar aquele vestido que marca ou disfarçar a teimosa gordurinha. Sim, os modeladores, ao contrário dos desconfortáveis espartilhos do passado, hoje são imperceptíveis, não causam desconforto, escondem as imperfeições e exaltam o que há de belo no corpo da mulher.

"Os recortes são fundamentais para definir os contornos do corpo e dar sustentação, mas a modelagem que é a chave da questão! É preciso que as áreas de maior necessidade de compressão tenham estruturas duplas, costuras estratégicas e corte impecável, para garantir a melhor vestibilidade e efeito redutor das peças", explica Aline Blanco, gerente de produto da marca Hope.

"Os produtos modeladores são produzidos com fios de última geração como microfibra e elastano, que modelam o corpo sem apertar, proporcionando o máximo conforto", completa Gaita Mello, estilista das marcas Scala e Trifil.

Usados debaixo da roupa, eles acompanham desde vestidos de gala até o jeans de todo dia. E podem, inclusive, ser usados como outwear. Corpetes, por exemplo, vão bem por baixo de um blazer, camisa ou jaqueta, dependendo de sua cor ou estampa.

Além da versatilidade, são democráticos: qualquer mulher pode usar, independente de biótipo. "O que vai determinar o uso é a necessidade, aliada à roupa externa", diz Carolina Teixeira, do departamento de marketing da Liz. "Os produtos da linha redutora que reduzem a silhueta em até um tamanho", garante Gaita.

Hoje há vários os tipos de modeladores disponíveis no mercado, sendo que cada um pode ser usado com um determinado tipo de roupa. A calcinha ‘long’ é ótima para vestidos e saias mais justas, pois ajuda a disfarçar as gordurinhas laterais e os quadris mais largos. O ‘tubinho’ também pode ser usado com vestidos, visto que acompanha o tronco e parte das pernas. Só tome cuidado para que a barra do modelador seja mais curta que a do vestido, para evitar micos.

Já o ‘body’ é a peça que toda mulher deve ter no guarda-roupa. Ele é um coringa, coloca tudo no lugar - seios, barriga, bumbum. Entretanto, como não tem parte inferior, não sustenta as pernas. Para isso existe o ‘body long’, cujo comprimento varia de bermuda para o meio das canelas. O único incômodo pode ser a ida ao banheiro. A maioria vem com uma abertura para isso, mas prefira os que contam com uma aba ou colchetes.

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Há outros modelos no mercado, como a ‘ciclista’ (bermuda que camufla quadris largos e coxas grossas), a ‘saia’ (comparável às anáguas, reduz medidas, empina o bumbum e disfarça celulite), a ‘legging’ (ideal para calças, reduz medidas do culote, coxas, abdômen, empina o bumbum e não permite o atrito das coxas mais grossas) e o ‘top de sustentação’ (um sutiã reforçado, ótimo para quem pratica exercícios físicos).

Na hora da compra, atenção redobrada, já que modeladores sem alças (calcinha long, tubinho, saia etc.) tendem a enrolar conforme usados. Então, antes de levar pra casa, experimente e se mexa bastante, para ver se a peça não subirá. Também tome cuidado com a numeração. Se a escolha for equivocada, você pode ter problemas. "Comprar um tamanho menor não significa que o efeito será melhor, mais redutor - muito pelo contrário. O resultado estético pode ser desastroso, além de correr o risco de um desconforto ortopédico", explicou Aline. "Eles devem vestir de maneira fácil e o usuário deve se sentir confortável. As cavas das pernas não devem apertar e as calcinhas altas devem aderir ao corpo sob os seios sem escorregar ou enrolar", completa Gaita.


Temos a sorte de viver numa época em que os espartilhos foram substituídos por lingeries cada vez mais confortáveis e, melhor ainda, as quais todas podemos aproveitar - magrinhas, gordinhas, com muito ou pouco peito. Se melhorar a silhueta coloca a autoestima nas alturas, porque não usar a moda a nosso favor?

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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