O mercado das modelos plus size

O mercado das modelos plus size

Foto/Divulgação Mix Produções

A Vogue Itália causou um verdadeiro reboliço no mundo da moda. A revista ousou e desafiou os padrões de beleza ao colocar na capa da edição de junho três modelos plus size. Tara Lynn, Candice Huffine e Robyn Lawley são mulheres realmente belas e sensuais, apesar dos quilinhos a mais.

Muitas agências de modelos e atrizes estão abrindo espaço para profissionais com esse perfil e apóiam a iniciativa da revista italiana. "As modelos plus size que posaram para a revista Vogue Itália são mulheres lindas, mas que usam manequim G", opina Carla Reimão, diretora da Mix Produções, agência localizada na zona norte de São Paulo.

Por aqui, uma das mais conhecidas nesse ramo é a brasileira Fluvia Lacerda, que receberá o prêmio de modelo plus size do ano pela Semana de Moda Plus Size de Nova York. A Full Figured Fashion Week começa nesta quinta-feira (16) e vai até o próximo sábado.

Simpatia, vaidade feminina, sensualidade e principalmente responsabilidade são requisitos fundamentais para mulheres que irão compor o casting de agências. "A Mix Produções trabalha com pessoas comuns. O meu consumidor quer pessoas normais. E é fundamental ter disciplina e paciência. Além disso, uma modelo tem que estar sempre pronta, nunca se sabe quando pintará um teste de emergência", afirma Carla.

Para ser considerada uma modelo plus size é necessário vestir tamanho 44 ou mais. "O padrão que os clientes mais procuram é de mulheres que usam do tamanho 48 ao 52. Isso é essencial, mas não basta. É preciso ter naturalidade ao se vestir, ousadia e se permitir aceitar novos desafios", revela a diretora. "Elas saíram do quarto e gritaram para o mundo: ‘Estou aqui!’", completa.


Parece que a Vogue Itália expôs para o mundo o que já vem acontecendo por trás dos holofotes. Não é de hoje que a revista de publicação italiana vem lutando contra a banalização dos transtornos alimentares. O seu site já havia publicado uma petição contra endereços eletrônicos que estimulam e defendem a anorexia.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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