O inverno da Animale

O inverno da Animale

Foto/Arquivo MBPress

Sempre buscando trazer a tecnologia às peças, a coleção de inverno da marca trouxe estampas tridimensionais, que dão a ideia de engrenagens, efeito visto no cenário que se abriu antes da top número um, Raquel Zimmermann, pisar na passarela.

A intenção é mostrar que a mulher Animale, antenada e sempre como pensamento no futuro, também se rende ao desgaste do tempo. Por isso, muita desconstrução nas peças, algumas com aberturas pouco usadas nas roupas. Estruturas são rígidas e assimétricas. Seja nos ombros ou ao longo do corpo destaque para os materiais cônicos, esses remetem a cristais. Acessórios são feitos em acrílico, brilhante e fosco fazem parte da liguagem high-tech.


Os tecidos pareciam leves, desgastados e esquecidos no tempo. A maioria em lã, com acabamentos feltrados. Na Fila A, Marília Gabriela parecia gostar do que estava vendo. Ricardo Mansur, Carlos Casagrande, Babi Xavier e Julia Petit, permaneciam concentrados, ou melhor, preocupados, afinal, ankle boots que pareciam esculturas, com salto bem fino, era o motivo de alguns deslizes das modelos, o que causava uma certa tensão para quem estava na plateia. Para quem não estava tão pertinho, era só empolgação com a presença da top número um. Valeu a pena esperar quase uma hora e meia de atraso.

Por Juliana Lopes

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