O democrático Wrap-dress

O democrático Wrapdress

Divulgação/ Diane Von Furstenberg

A criação é antiga, lá dos anos 70, mas continua fazendo a cabeça - e o guarda-roupa - de muita gente. Numa época em que a moda ditava a igualdade entre os sexos e que o jeans era o uniforme, Diane Von Furstenberg incentivou as mulheres a explorar a feminilidade com um vestido envelope: o ‘wrap dress’. E criou, assim, um dos maiores fenômenos da moda americana.

O modelo era peça coringa e algumas mulheres chegavam a ter quatro modelos diferentes. Até 1976, ela havia vendido mais de 5 milhões de unidades - e criado um símbolo de liberdade e de poder feminino para toda uma geração.

O tempo passou, a moda mudou, e a estilista acabou perdendo o controle da própria criação. E em 1983, foi obrigada a vender a marca. Mas quando menos esperava, dez anos depois, estava relançando o modelo, que logo virou hit novamente, nas páginas da Vogue. Era a volta de um sentimento colado num vestido!

Mas o que é esse wrap dress? “É, sem dúvida, um clássico da moda feminina, uma marca registrada de Diane Von Furstenberg. É um tipo de roupa clássica, elegante, atemporal e que se adequa à vários estilos”, afirma Denise Roque, estilista da marca Cholet. A grife dela tem uma peça que inclusive é uma interpretação do modelo, na coleção verão 2009. A boa desse vestido é que, conforme lembra Denise, serve para qualquer tipo de corpo. “Ele ajusta, alonga e molda de acordo com o estilo de cada um”.

Na hora de combinar o ‘wrap dress’, ela dá uma dica importante: basta escolher a cor ou a estampa adequada à ocasião e ajustá-lo para que realce as formas e valorizem os seios. “Fazer uma bela maquiagem e colocar um scarpin fashion também é uma boa dica”, diz Denise. Quanto às estampas, prefira as geométricas e as de bicho. A estilista Heloísa Machado sugere ainda uma sandália de salto mais fininho, saltos de madeira e um colar de perolas para completar o visual.

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O melhor comprimento desse tipo de vestido é abaixo do joelho, pois a mulher fica mais alongada, podendo até colocar um cinto ou uma faixa do mesmo tecido. Mas apesar de ser um clássico - há mais de trinta anos na moda - as moderninhas também podem usá-lo. “Esse tipo de roupa realmente é atemporal”, diz Denise. “Quem quiser pode vestí-lo um pouco mais encurtado, acima do joelho, e brincar com as estampas que, nesta estação, estão bem luxuosas e discretas”, completa Heloísa.


Agora que você já sabe como usar, corra para achar um para você. Aposte no ‘jersey’ e abuse do sentimento único de independência que só mesmo um vestido desse tipo pode dar!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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