No bosque da Amapô

No bosque da Amapô

Foto: arquivo MBPress

Em uma floresta que acabara de passar por um furacão começou o inverno da Amapô. Por isso os cabelos estavam bagunçados, desorganizados, mais pareciam um cachecol. Já o exato formato das tranças foi parar em blazeres, visual entrelaçado que também foi parar em blusas. A desordem também estava nas peças, a maioria delas desconstruída. Golas, por exemplo, foram parar na barra das camisas.

Ao som de Linking Park passearam meninas de moletons com tricô de tramas largas, vestidos cheios de sobreposições, inclusive com elementos masculinos. Muitas delas usavam laços em veludo e botas super brilhosas. Já os meninos, nerds sonhadores inocentes que gostam de RPG, vestiam várias camisas em uma só. Algumas estampas remetiam aos desenhos das árvores, trepadeiras, musgos ... E nos pés botas com textura de pele de animais. Coleção criada por Pitty Taliani e Carolina Gold e aprovadíssima por quem estava na sala 3 da Bienal.

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Por Juliana Lopes

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