Moda além da roupa

Moda além da roupa

Farm Ipanema. Foto: divulgação

Já faz tempo que moda vai muito além daquilo que se veste. Mas hoje, com a crescente profissionalização e o crescimento exponencial da área, a moda invadiu outros segmentos, mostrando que tem força para ser muito bem representada em tudo que envolve o design - seja ele de calças, carros ou sofás.

Isso acontece porque tudo aquilo que se aplica na moda - cores, texturas e formatos - pode invadir a decoração, por exemplo, sem pedir licença. Hoje, grandes nomes como Armani, Fendi, Diesel e Calvin Klein já assinam suas linhas "Home" ou "Casa". E vendem desde têxteis para cama, mesa e banho até camas, luminárias e cadeiras. O melhor é ver nesses produtos um "quê" daquilo que se observa nas passarelas.

Por aqui, o nome de Alexandre Herchcovitch é um que perpassa a moda, a decoração, e mais um monte de meios onde a criatividade dele possa viajar. Além da grife que leva seu nome, assina também o beach wear da Rosa Chá, tem produtos de decoração à venda na Tok&Stok e assina uma linha completa de produtos para a casa, encontrada na Zelo.

Recentemente, outro brasileiro que faz moda fora, Francisco Costa, diretor de criação da Calvin Klein, deu roupa a um carro Mini Cooper. Ao lado dele, outros nomes - Kenneth Cole e Diane Von Furstenberg - também já fizeram o mesmo, tudo para ajudar na causa contra a Aids. O estilo de cada um estava bem explícito na roupagem que deram o carro. Os exemplos de quatro rodas na moda não param por aí. Ocimar Versolato tem sua própria versão do carro C3, da Citroën, e toda grife que se preze não perde a oportunidade de criar perfumaria, cosméticos, acessórios. A Burberry finalmente lançou sua linha de maquiagem e, mais perto, a Arezzo agora tem esmalte e gloss.

A ideia por trás de tudo isso é transportar o consumidor para o mundo da marca - e não apenas vestí-lo. Criando essa relação é possível solidificar uma identidade que vai muito além da compra. A Farm, grife carioca que caiu nas graças das viciadas em moda, entendeu bem essa lógica. Segundo Marcello Bastos, diretor da marca, o consumidor busca mesmo essa identificação por meio da personificação e do conceito por trás de cada coleção. Lá, por exemplo, eles vendem mais que roupas femininas. Vendem também o alto astral que vem intrínseco no colorido, o clima praiano carioca que dança com cada corte, cada modelagem.

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E, fazem mais. Vendem pequenas peças de decoração e guloseimas, tudo pensando em personificar o estilo de vida da marca. "Temos produtos da linha home, biquínis, acessórios, tecidos de decoração e diversos produtos que compõem o estilo de vida Farm, até capa de violão, capa de estepe e cama pra cachorro", conta Marcello. Assim, potencializam uma relação que transcende o guarda-roupa. "Muitas clientes consideram a Farm uma das suas melhores amigas. Escrevem pedindo até conselhos sobre o namorado. A marca acaba fazendo parte da vida da menina".


[/leiamais]As lojas têm aquele cheirinho próprio e a trilha sonora é sempre agradável aos ouvidos. Rola picolé, bebidinhas, brigadeiro e até roda de samba. Impossível não se identificar - ou se apaixonar mesmo um pouquinho, né?

Por Sabrina Passos (MBPress)

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