Miscigenação brasileira no mercado fashion

Miscigenação brasileira no mercado fashion

Ser modelo ainda é o sonho de muitas meninas, principalmente aquelas que acompanharam os desfiles da São Paulo Fashion Week. Mas a maioria acaba desiludida depois de descobrir que não atende a certos padrões de beleza - deveriam ser altas e magrinhas, por exemplo. Só que essa realidade pode estar mudando, assim como os eixos das modelos de sucesso - que antes se concentravam apenas em cidades como Nova York e Milão.

É fato que, o mundo atual olha para outras regiões, entre elas o Brasil. De acordo com Fabiano Biazon, booker internacional e diretor da agência "Premier Models", o mercado da moda tem pedido biotipos bem diversificados. "De dois anos para cá, os padrões mudaram bastante, principalmente no mercado internacional. Dependendo da cidade ou país e do tipo de trabalho proposto, clientes já aceitam moças mais baixas, com cerca de 1,70 de altura, e um rosto mais comercial".

Para Fabiano, essas mudanças deram certa vantagem ao nosso país. Tudo porque a miscigenação brasileira funciona bem no mercado fashion mundial. "O Brasil é o único país em que podemos encontrar 10 modelos, cada qual com um biotipo", afirma o booker. "São estilos diferentes, como o do catarinense Léo Bruno, que está em Xangai, o da matogrossense Gabriela Dallagnoll, que está em Hong Kong, e o da bela Daniela Sulzbacher que está no Chile e já tem temporadas agendadas para Paris, Londres, Milão e Nova York em 2011", completa.

Tanto que, há cerca de 10 anos, existia uma dificuldade imensa para uma modelo brasileira fazer carreira em outros lugares. Ela precisava ganhar visibilidade em terras nacionais para ser vista pelo mundo. Felizmente isso mudou. Atualmente, muitas brazucas fazem sucesso em campanhas pelo mundo afora, sem que os próprios conterrâneos as conheçam.

Iniciar a carreira em terras estrangeiras é possível também graças às novas tecnologias e à internet. "Há alguns anos, para apresentar uma modelo a um cliente internacional, teríamos que enviar o book dela pelo correio e a resposta só chegava por fax, após 40 dias. Agora, conseguimos apresentar 15 modelos para 900 clientes, no mesmo dia", conta o diretor da agência "Premier Models".

Diante disso, as brasileirinhas que sonham em brilhar nas passarelas de todo o mundo podem ficar mais animadas. Se antes apenas as sulistas tinham alguma chance, atualmente meninas de várias regiões, como Centro-oeste e Nordeste, também podem fazer carreira como modelos internacionais. Claro que todas precisarão se esforçar para atender a algumas exigências - saber fazer pose e se portar diante de uma câmera são itens essenciais, aprendidos em escolas para modelos.


Outra dica para as aspirantes a top model é estudar. Não só idiomas, como tudo o que for relacionado ao universo da moda. É bom ler revistas, jornais e sites para se manterem antenadas e ter mais um diferencial, sem dúvida uma vantagem na hora de entrar no mercado.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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