Máquina vende roupas por 7 reais e ninguém compra

A máquina mostra que a exploração de trabalho pode ser o motivo por trás das peças muito baratas
trabalho escravo maquina

Foto - Reprodução/Youtube

Se você se deparasse com uma máquina que vendesse camisetas por apenas 7 reais, você compraria? Se a sua resposta é 'sim' é melhor rever seus conceitos. Roupas baratíssimas para quem quiser comprar. Foi mais ou menos isso que aconteceu em algumas ruas de Berlim. Porém o que parecia um bom negócio, na verdade revelou uma realidade dura: a exploração de trabalho.


A ação foi realizada pela Fashion Revolution, uma organização sem fins lucrativos. A campanha começou com instalações de máquinas automáticas de venda que chamaram atenção dos pedestres oferecendo camisetas por apenas 2 euros.

Pouco antes de concluir a compra a máquina mostrava um pouco do que estava por trás das roupas exessivamente baratas. Eram crianças, mulheres e menores de idade que trabalham cerca de 16 horas por dia para ganhar cerca de 13 centavos por hora. Chocante, não?

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Reprodução/Youtube

Ao perceber a gravidade da situação ninguém quis efetuar a compra. A organização pretende chamar atenção para as condições de trabalho das pessoas que fazem as roupas de parte do Ocidente.

Veja o vídeo e entenda:

Ainda existe trabalho escravo no Brasil

Informações recentes estimam a ocorrência de 200 mil trabalhadores no país vivendo em regime de escravidão, segundo dados do Índice de Escravidão Global, elaborado por Organizações Não Governamentais (ONGs) ligadas à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Isso significa que hoje, existem trabalhadores que ainda vivem em condições análogas à servidão, sendo abusados por fábricas, sendo mal pagos e sobrecarregados.

Grandes marcas como Renner, M.Officer, Le Lis Blanc e Bo.Bô já foram condenadas por escravidão, tráfico de pessoas, condições de trabalho/segurança e saúde muito precárias.

Em São Paulo, infelizmente ainda existem fábricas que utilizam imigrantes bolivianos para trabalhar em condições deste tipo.Ou seja, cuidado na hora de optar por itens baratos, seja de lojas nacionais ou internacionais. 

É como dizem por aí, 'quando a esmola é demais, o santo desconfia'.

Por Thamirys Teixeira

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