Hipster, rockabilly e indie - estilos antigos ainda mais atuais

Estilos hipster rockabilly e indie

Indie - Reprodução lookbook Grace Hunt/Hipster - Reprodução Kasia Gorol/Rockabilly - Reprodução Just Jared

Há uma variedade enorme de tribos, estilos e movimentos. Todos eles refletem no mundo da moda. São roupas, sapatos e acessórios frutos dessa inspiração. Três bons exemplos são os hipster, rockabilly e indie.

Indie, ao contrario do que muita gente pensa, não é um estilo, mas sim um movimento. Também conhecido como underground, suas raízes são o rock alternativo, da Inglaterra. Indie é uma derivação da palavra "independent".

"Eles adoram criar suas próprias peças, usar calças diferenciadas tipo xadrez ou de uma cor contrastante, abusam de sobreposições, camisetas surradas, calça justa, camisas, coletes, blazer justinho e de algodão. Na maioria das vezes fazem suas compras em brechós", afirma consultora de moda Dani Romani. "Acessórios como óculos, chapéus, colares e pulseiras não podem faltar", completa.

Há quem veja semelhanças entre o indie e o hippie. Não é o caso da consultora Dani Romani: "O indie é do rock in’roll, o hippie é da geração paz e amor; as peças são folgadas e super coloridas. Predominam batas e saias longas, no geral um look que resgata tendência dos anos 70."

Outro estilo alternativo é o hipster, é importante ressaltar que eles detestam o rótulo de tribo. A característica mais marcante deste grupo é o desapego aos bens materiais e o desinteresse pelo consumo. "As meninas gostam de leggins, vestidos coloridos, um pouco de influência hippie como, por exemplo, lenços, e adoram comprar acessórios em feirinhas. As camisas xadrez de flanela, casacos e blusões largados são também característicos da tribo, além das calças skinny", afrima Dani.

Existem blogs que se dedicam exclusivamente a caçoar dessa tribo. É o caso do blog Hipster Cafona. É comum encontrá-los em locais como clubes e bares, principalmente na região da Avenida Paulista e Rua Augusta, próximo ao centro. "Eles não são nem cafonas, nem mal compreendidos. São pessoas com personalidade que assumem seus gostos e se vestem dessa maneira como forma de expressão", esclarece a consultora. Entretanto os hipsters não aparentam se importar com a fama que o estilo possa lhes dar.

A cantora Katy Perry é uma referência quando o assunto é Rockabilly. Dani Romani fala sobre ela: "É uma referência dos anos 50, época em que as mulheres usavam rabo de cavalo e o cabelo como o da Dita Von Teese. As saias são de cintura marcada, calças de cintura alta, batom deixando a boca bem desenhada e delineador nos olhos".


É preciso cuidado para adotar o estilo sem parecer que saiu de uma novela de época. Para quem não quer correr o risco, Dani tem dicas: "Procure adotar o estilo e trazer para atualidade. Existem muitas peças que são releituras, assim fica com estilo da época e ao mesmo tempo atual. Se a preferência for a realidade, vá a brechós, feirinhas e compre peças de segunda mão".

Por Bianca de Souza (MBPress)

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