Fugindo da folia: livros e filmes de moda

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Você viu aqui no Vila Fashion as dicas de looks para quem vai cair na folia neste Carnaval e, para quem vai viaja, ainda como arrumar as malas. Mas dessa vez pensei em quem não viajou e não é muito fã de Carnaval.

Se na TV a maioria das opções são os desfiles no Rio e em São Paulo e o Carnaval de rua em Salvador, colocar a leitura fashion em dia é uma boa saída. Quem se interessa pelas histórias da área, mas não estuda ou trabalha com moda, pode adotar os livros "Casa Gucci" e "O Diabo Veste Prada" como leituras obrigatórias.

O primeiro é a biografia do clã italiano que construiu um império da moda e do luxo. Como o próprio subtítulo já diz, é "uma história de glamour, cobiça, loucura e morte", onde conhecemos desde os primórdios da marca até as brigas entre os membros da família, os processos e o assassinato de Mauricio Gucci pela sua ex-mulher, Patrizia Reggiano. A história é tão boa que dizem que se tornará um filme em breve, com Angelina Jolie interpretando Patrizia.

Já "O Diabo Veste Prada" oficialmente é descrito um livro de ficção, mas dizem ser baseado na experiência real de uma recém-formada jornalista que trabalhou como assistente da temida Anna Wintour, editora da Vogue América. Não desanime se achar o texto cansativo (culpa da tradução literal de algumas expressões americanas), a história compensa, te fazendo rir e chorar, mesmo se já tiver visto o filme. Particularmente, prefiro o livro, já que muitas coisas foram "adocicadas", alteradas ou simplesmente excluídas na versão cinematográfica.

Na linha de biografias de ícones da moda também recomendo "Mademoiselle Chanel", a peça teatral de Maria Adelaide Amaral que foi transformada em livro. Eu li em apenas algumas horas, por isso é perfeito para quem quer uma boa leitura, mas não quer perder o feriado inteiro com isso.

Se ler não é a sua praia, que tal um filme? Em algumas cidades do Brasil, os cinemas ainda passam "Coco antes de Chanel". O filme, que conta uma das versões da vida desta grande estilista, tem a divina Audrey Tatou no elenco e se destaca pelo seu figurino impressionante.

As melhores locadoras oferecem algumas opções para quem não quer sair do conforto do seu lar. Encabeçando a lista, claro, "O Diabo Veste Prada". Como eu disse antes, o filme não se compara ao livro, mas é bem engraçado.

O nacional "Zuzu Angel" conta a vida e assassinato de uma das grandes estilistas responsáveis pela projeção da moda brasileira no mundo e, principalmente, sua luta pelo seu filho Stuart, dado como desaparecido político, enquanto torturado e morto por se opor à ditadura militar.

Também dramático, "Gia" é baseado na história da ascensão meteórica até a morte de uma das top models mais requisitadas do mundo na década de 70 e início de 80, e primeira mulher famosa a morrer de Aids.

Se procura algo mais leve, o divertido "Pret-à-porter" mostra não só o glamour, mas também a loucura que cerca este mundo, principalmente em épocas de semanas de moda. Elenco maravilhoso, não só de atores (Sophia Loren, Marcelo Mastroianni, Julia Roberts, Kim Basinger, Rupert Everett, Forest Whitaker, Tim Robins, Lauren Bacall e outros), mas também de figuras importantes no mundo da moda, como Jean-Paul Gaultier, Issey Miyake, Christian Lacroix e Gianfranco Ferre.

Totalmente fictício, mas não menos delicioso de assistir, "Cinderela em Paris" é um clássico com Audrey Hepburn e Fred Astaire, e seu enredo trata de uma vendedora de livros que é convencida a virar modelo por um fotógrafo em busca de um novo rosto para a conceituada revista de moda para a qual trabalha.

Os documentários "Lagerfeld Confidential", "Valentino The Last Emperor" e "September Issue" mostram o cotidiano de três grandes do ramo: Karl Lagerfeld, atual responsável pela maison Chanel; Valentino Garavani, que já não atua mais como criador, mas não saiu de cena sem fazer enormes contribuições para a moda; e a temida Anna Wintour, editora da Vogue América.

"Um presente para Helen", "Doce Lar", "Sex and the City" são outros filmes que não têm a moda como foco principal, mas ainda falam um pouco sobre esse mundo.


Se o interesse for despertado por figurinos inspiradores, e não necessariamente pela história em si, não pode deixar de alugar "E o vento levou", "O pecado mora ao lado", "Bonequinha de luxo", "A bela da tarde" e "Callas", ou ir aos cinemas assistir "Sherlock Holmes" (esse dá para ver com o namorado!) e o já conceituado "Nine".

Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: ericaminchin@yahoo.com.br
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