Faça as pazes com o espelho

Faça as pazes com o espelho

Antes de sair de casa, que atire a primeira pedra aquele que não dá a última olhadinha no espelho. Ninguém quer sair com uma bochecha mais pintada que a outra, com a camisa desabotoada ou com aquela marca de pasta de dente cruel. Os humanos são essencialmente visuais e sim, a primeira impressão marca - e muito.

A consultora de imagem Ana Thais, de São Paulo, que tem mais de 20 anos de experiência na área, lembra que mais da metade da impressão que fazemos dos outros depende da aparência, ou seja, em poucos segundos a concepção do próximo se forma. “Quando olhamos para alguém e algo não agrada, formamos imediatamente um ‘pré-conceito’ e, a partir daí, dificultamos o entendimento”, diz. Mas é possível sim reverter essa imagem, somando o desejo da mudança com a técnica de um profissional como Ana, por exemplo.

O trabalho dela consiste em estudar e adequar a imagem do cliente à imagem que ele deseja ou necessita transmitir, respeitando as individualidades. A ideia principal é unir os estilos ao biótipo - formato de rosto, tom de pele, cabelos e olhos - e também levar em conta vida social e necessidade profissional. “A imagem pessoal é a marca de cada um, por isso a importância de que seja adequada e coerente”.

Essa imagem é aquilo que se entende de uma pessoa no primeiro olhar ou aquilo que se transmite. Nesse bolo estão incluídas a maneira de se vestir ou combinar acessórios, os cabelos, o formato da sobrancelha e até a forma de falar, olhar e usar a postura corporal.

Sim, etiqueta também faz parte da imagem - e não apenas aquela que ensina a manusear os talheres de maneira correta. “Essa se trata da educação, de saber quando, quanto e como falar. É a etiqueta na comunicação, ou seja, saber atender a um telefonema ou quando se deve ou não desligar um celular”.

Os clientes de Ana são pessoas que desejam se encontrar, que querem olhar no espelho e ver a própria imagem - e não a de uma modelo ou do vizinho. “São mulheres e homens que desejam se destacar e diferenciar no mercado profissional e social”, define Ana. Mas ela também já atendeu pessoas em depressão e com síndrome do pânico, indicadas por terapeutas para o resgate da auto-estima.


Não existe regra para agradar a todos logo de cara. Mas para Ana, o bom senso sempre é a melhor pedida - e leva aos maiores acertos. Se tivesse que apostar em apenas uma dica ela diria que olhar no espelho e ser sincero consigo mesmo é fundamental. “A pessoa deve usar a intuição e responder se esta feliz com o que está vendo”, finaliza.

Por Sabrina Passos (MBPress)

Comente