Estilistas trazem coleções de leitura mais fácil

Estilistas trazem coleções de leitura mais fácil

Desfile Lino Villaventura. Foto: arquivo MBPress

Alguns estilistas seguem uma linha mais comercial, enquanto outros deixam a imaginação fluir, expondo um desfile mais artístico e de leitura mais difícil ao público que não trabalha com moda. Mas nesta temporada, mais especificamente neste quinto dia, fui surpreendida. Estilistas como Lino Villaventura e Fause Haten são dois exemplos de criadores dos quais esperamos um desfile completamente conceitual.

E mesmo que nenhum dos dois tenha deixado de tratar a moda como arte (Fause, inclusive, apresentou uma dupla de bailarinos no seu desfile), suas peças de elaboração e acabamento impecáveis surgiram muito mais usáveis.

Várias peças do desfile de Lino, aliás, podem sair das passarelas diretamente para as "ruas", ou, se não tão diretamente, com um pequeno ajuste de styling. Seu senso artístico estava lá, a coleção foi belíssima, mas a profusão de peças mais absurdamente trabalhadas ficou para o último bloco, que fechou o desfile com chave de ouro.

Apesar de ter um estilo completamente diferente, mais urbano, Marcelo Sommer também apresentou suas idéias de forma muito mais limpa do que nas últimas temporadas. Todos os elementos que remetem a sua assinatura estavam presentes na Do Estilista, e mesmo que alguns modelos fossem mais extravagantes, o resultado veio menos carregado.

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Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: contato@ericaminchin.com

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