(Eco) bags for life

Eco bags for life

Bolsa Eco Renda. Foto: divulgação/ Bags for Life

Até as mais conscientes sabem. Mulher é louca por bolsa. Se tiver que escolher entre um tratamento de pele ou um belo modelo, não titubeia. Prefere aquele divino acessório que vai a tiracolo.

Mas uma mulher resolveu transformar esse desejo num consumo sustentável, consciente. "Sentia falta de bolsas mais ecológicas com mais apresentação, que não fossem apenas um saco de algodão", lembra Iva Maria Carnidal, idealizadora da empresa "Bags for life", com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A empresa nasceu em 2007 dessa vontade de Iva de reaproveitar materiais alternativos para a geração de produtos mais sofisticados. Primeiro ela mesmo criou modelos, fez para algumas amigas, investiu na pesquisa de matéria-prima. Fazia um curso de marketing de produtos de luxo quando passou a vender as peças para colegas de classe e, lá mesmo, encontrou a sócia, a advogada Daniela Arruda. Juntas, elas resolveram profissionalizar a BFL. E encontraram clientes culturalmente esclarecidas e preocupadas com o meio ambiente que adoram quando moda e ecologia se unem.

As bolsas contam com mais variados tipos de material. Certa vez, Iva estava de férias, em Aruba, quando se encantou com um pedaço de lona dos barcos. Enrolou, colocou debaixo do braço, e usou para produzir uma edição limitada - e linda. "Outra vez estava em São Paulo, bem na época da lei Cidade Limpa [que proibiu a veiculação de placas e outdoors pela capital paulista] e me perguntava para onde iria toda aquela lona. Daí veio a ideia de lançar a bolsa com material de outdoor, por exemplo". Outra coleção, ainda, foi feita com lonas de navios pesqueiros ancorados em Buenos Aires.

Mas mesmo baseadas num material simples, as peças carregam um quê de sofisticação. Há aplicação de metais, por exemplo, para deixar a bolsa mais trabalhada. "Essas bolsas viram objeto de desejo, até pela limitação da matéria-prima", comenta a empresária, que é consultora de negócios e leva a "Bags for Life’ paralelamente, quase como pretexto pessoal. "Faço isso porque acredito na causa. E me satisfaço com a reação positiva das pessoas".

Mais bonitas que as bolsas são as causas que elas defendem. As sócias buscam fornecedoras de insumos e mão-de-obra locais, para estimular a economia da região. Além disso, cuidam muito na escolha do material - não o retiram do lixo para reaproveitamento direto. A empresa só compra insumo de fornecedores que seguem as normas corretas definidas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

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Mesmo com toda esse discurso de ecologicamente corretas, Iva garante que as bolsas da "Bags for Life" não representam o movimento dos "eco-chatos". "Algumas peças têm serigrafia, outras usam couro. Não usamos, por exemplo, couro de animais mortos em consequência da busca exclusiva da pele. Mas não deixamos de usar o da vaca, por exemplo", diz. Uma experiência positiva que têm é com a indústria moveleira gaúcha, que doa restos de couro que seriam eliminados para a confecção de bolsas. Todo material é higienizado antes do uso e a produção é terceirizada.


Por enquanto, as bolsas da BFL podem ser compradas apenas no site da empresa, por pessoas de todo o Brasil (ou no showroom que fica na capital gaúcha). O preço delas variam de R$ 150 até R$ 540. E todas são numeradas e fazem parte de edições limitadas, claro. Sofisticação pede também exclusividade.

http://www.bagforlife.com.br/

Por Sabrina Passos (MBPress)

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