Desfiles masculinos marcam último dia da SFPW

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alexandre herchcovitch

Desfile Alexandre Herchcovitch. Foto: arquivo MBPress.

Alexandre Herchcovitch já encantou com as peças no desfile feminino, na última quinta-feira. Hoje foi a vez trazer os looks masculinos à passarela. Cheio de referências ao passado, mas com um olhar certeiro no futuro, o estilista injeta poesia e até ironia na roupa cotidiana. No desfile foi possível reconhecer Chaplin e Alex DeLarge, de Laranja Mecânica. Houve também inspiração na pintura "Le Fils de L’Homme", de Magritte, que critica a sociedade masculina moderna. É dele que Herchcovitch tira a elegância (perversa) de seus modelos.

Quase sempre monocromático, a coleção não permitiu muita mistura de tons ou estampas. O dourado prevaleceu em boa parte dos modelos e alfaiataria surge como detalhe, numa gravata, gole, suspensório ou corte. Quando fugiu da cor única, Herchcovitch apostou no xadrez que, se depender dessa SPFW, deve levar a cara do inverno para o verão.

Como na coleção feminina, houve também o coleção de óculos criados em parceria com a grife Mykita, com as armações clássicas e coloridas em quatro modelos. Com tacos de baseball na mão, chapéu na cabeça e sapatos coloridos, 30 modelos deram vida ao futuro antigo de Herchcovitch. Destaque para uma única modelo mulher, Shirley Mallmann, no meio de tantos homens. Resta saber se um dos meninos faltou ou se a intenção de Herchcovitch foi mostrar que sua moda, mesmo a masculina, cai bem num corpo feminino.

O desfile da moderninha V.Rom também rolou nesse último dia de SPFW e foi o último masculino da semana. A preferência ficou com os tecidos sintéticos, leves, que resistem às ações do clima. Mais do que isso, houve a intenção de dar velocidade, com algodões lavados, bem mais frágeis.

Característica forte da marca, o streetwear arrumado (de alfaiataria) se mantém, com toque bem esportivo. As estampas misturam o sintético e natural. O tecnológico é representado por estampas geométrica, quase como as luzes de uma cidade. O natural vem no "pois" gigante, desenhado à mão, bem irregular.

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Por Sabrina Passos (MBPress)

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