Desfiles Casa de Criadores

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Desfiles Casa de Criadores

Desfiles Karin Feller, Gustavo Silvestre e Urassai. Foto/Paulo Reis.

A encenação do teatro japonês ao som do tambor oriental deu início a 25ª edição da Casa de Criadores. O espetáculo serviu de pano de funo para a coleção “7Onis”, desfile de Catarina Gushiken, uma correspondência nipônica aos sete pecados capitais interpretados por monstros.

“Temos tatuadores, artistas plásticos, designers gráficos, entre outros, cada um responsável por interpretar o seu ‘oni’ com base no seu estilo e referências. Assim, criamos uma variedade de estampas com traços distintos, representando o conceito Urussai”, diz Catarina.

Consagrado na Casa de Criadores, o estilista Gustavo Silvestre brincou com o colorido dos caleidoscópios, aparelhos óticos formados por um tubo de cartão ou metal e pequenos fragmentos de vidro colorido. O resultado foram peças coloridas, formas geométricas e comprimentos curtos. “Os caleidoscópios me permitiram continuar o trabalho com bordados e cores, além da sobreposição de formas e texturas”, conta.

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Desfiles Milena Hamaní, Ianire Soraluze e João Silvestre. Fotos/Paulo Reis

Na coleção moda praia da estreante Milena Hamaní, peças mais com mais sofisticação, que remetem aos anos 20 e 30, com destaque para os tecidos com fio pet que, além do apelo ecológico, apresentam um listrado com leve brilho.

O destaque da coleção masculina de João Pimenta foi o corte em viés, técnica geralmente usada em tecidos femininos. Quem assistiu ao desfile teve a exata sensação de que ele queria transmitir, peças bem confortáveis, com tons claros como off white até o cáqui fechado, feitas em malhas, moletom e linho.

Ianire Soraluze elaborou peças mais coloridas (amarelo, azul e rosa) para a primavera/verão 2010. Pela primeira vez, ela resolveu apostar no jeans. “Não me arrependi, gostei muito das peças”. Como resultado de suas pesquisas e abstrações, a estilista apresentou na passarela um universo de roupas com pregas e restos de tecido pendurados, como se fossem inúmeras camadas, uma forma de mostrar a fragilidade da natureza.

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Desfiles Rodrigo Rosner e Der Metropol. Foto/Paulo Reis.

O toque mais sofisticado ficou por conta de Rodrigo Rosner, que se inspirou nas cinco filhas da Rainha Vitória para fazer os seus vestidos de verão cheios de tafetá, renda e organza, com destaque para os tons cor-de-rosa e verde-orvalho. “Para uma marca de roupas de festa, nada melhor que uma vida em palácios, cheia de bailes e comemorações. Trabalhei com formas próximas ao corpo, em contraposição a mangas e saias com volumes em vestidos longos com cauda ou acima dos joelhos. Gosto muito também dos bordados e aplicações em cristais e pedras semi lapidadas, remetendo às jóias reais”, diz.

Da delicadeza de R.Rosner para as armaduras de Mario Francisco, da Der Metropol. Em tons de branco, preto, cinza, off-white, pink e marinho, o estilista usou peças com recortes em formas triangulares, como nos bolsos embutidos; e retangulares, inspirados, respectivamente, nos espinhos dos cactos e nos tijolos dos muros.

“A modelagem é justa nas calças, mas ganha amplitude e volume na malharia. A estamparia digital em imagens como a de um cacto visto do alto faz alusão a um ‘ninho de espinhos’, completa Mario.

Por Juliana Lopes

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