Calças Legging

Divulgação American Apparel

Ela é o supra-sumo do conforto. Mas, é perigosa ao mesmo tempo, já que marca até o corpo mais sarado. As leggings, que pularam das academias direto para as passarelas e ruas do mundo fashion, vieram para ficar.

Segundo Juliana Verri, professora de estilo da escola de moda Sigbol Fashion, de São Paulo, qualquer peça da parte de baixo - saia, bermuda ou legging - deve ser usada com atenção. “Se a peça parar na altura do joelho ou na metade da canela, cria uma linha divisória horizontal no corpo. E quanto mais linhas divisórias, mais curta e achatada a silhueta fica”.


Ela explica que as peças na altura do joelho são exceção para as baixinhas, que ficam melhores com peças curtas. “Mas, claro, se estiver calor, e você não quiser usá-la comprida, vamos equilibrá-la com o restante do visual, com uma sandália mais alta e uma blusinha, no máximo, até a altura do quadril, tampando o bumbum”.

Agora se a ideia é alongar a silhueta, o ideal é calça seja comprida e fique quase colada com o sapato, tudo na mesma cor, inclusive meia. “Se a legging fizer a função de meia-calça, pode combinar com um mini-vestido ou uma blusinha mais comprida”, ensina Juliana, lembrando que as de cores escuras emagrecem e são mais fáceis de combinar.

A professora dá a dica ainda de que a blusa escolhida para combinar com a legging deve sempre esconder o bumbum e a linha do quadril. “E de preferência com um tecido de qualidade, mais firme, que não fique transparente ou criando ondulações que você não tenha”. Para os sapatos, vale o gosto pessoal. Pode usar sapatilhas, rasteirinhas, sapatos fechados, de salto alto, anabelas...

A última dica é ficar atenta de que moda academia é para ser usada na academia. O que existe hoje é um “estilo” de vestir, inspirado no conforto das peças de ginástica. Não dá, portanto, para sair da malhação direto para o trabalho e achar que está arrasando. “Essa moda na verdade é o estilo da academia, ou seja, recortes, modelagens e detalhes semelhantes, porém às vezes em tecidos e modelos mais trabalhados e diferenciados”, finaliza.

Por Sabrina Passos (MBPress)