Bastidores da Ginástica Artística - moda e maquiagem

Bastidores da Ginástica Artística

Foto/Divulgação Confederação Brasileira de Ginástica Artística

As tendências fashion não ditam somente o que as pessoas normalmente usam nas ruas. Os uniformes dos mais diferentes atletas olímpicos são confeccionados tendo como base as novidades do segmento. As brasileiras das ginásticas artística e rítmica, por exemplo, não fazem feio quando o assunto é moda.

"Aqui nós temos um padrão, que são os maiôs de lycra com brilho e que aderem bem ao corpo. E as cores sempre são as do Brasil. Como a bandeira tem muitas cores, dá para brincar bastante", comenta Georgette Vidor, coordenadora da equipe de Ginástica Artística do Brasil.

No caso da ginástica rítmica, as pesquisas sobre a roupa começam assim que a música a ser utilizada na temporada é definida. "Estudamos toda a história da música e criamos uma ideia-guia da coreografia. Em seguida escolhemos os modelos e as cores dos colãs e o make das ginastas, pensando sempre nas tendências da moda", explica Camila Ferezin, coordenadora da equipe de Ginástica Rítmica do Brasil.

Quem costuma dar a palavra final quando o assunto são os modelos e os desenhos das peças da ginástica artística é a própria Goergette. "Não dá para perguntar o que cada uma gosta, mas eu nunca errei", comemora a coordenadora. "Sei que elas não gostam de nada muito colorido ou chamativo", garante.

Camila conta que, normalmente, usa o lycra cirré, um tipo de tecido de brilha e adere bem ao corpo. Antes, as peças eram bordadas com lantejoulas. Agora os destaques são os cristais Swarovski. "Geralmente a técnica define tudo, da música à roupa, mas é importante lembrar que a ginasta precisa fazer parte das escolhas, dando sua opinião."

Assim como qualquer look, a roupa das meninas das duas modalidades precisa fazer com que elas se sintam bonitas e com a autoestima elevada. E que também encante os jurados. "Outra fator importante é que a peça fique firme no corpo, sem apertar. Pelo fato de as meninas fazerem muitas acrobacias, os maiôs não podem limitar os movimentos", lembra Georgette.

As roupas são pedidas com muito, muito tempo de antecedência. Para o mundial que acontece em outubro, por exemplo, parte das peças foi enviada para Georgette em abril. No caso da Camilla, tanto a música quanto a roupa e o make são definidos no início da temporada, ou seja, logo que começa o ano.

Quando o assunto é maquiagem, Goergette garante que só dá orientações quando necessário. "As atletas menores a gente auxilia para que não carreguem demais no make. Mas as maiores se maquiam e acabam ajudando as outras. A Daniele Hypólito, por exemplo, se maquia muito bem", diz. "Elas não recebem aulas. Aprendem vendo. Folheiam revistas sobre o assunto e, como viajam muito, sempre compram um monte de novidades", completa.


Camila já fez cursos e também recorre às revistas para se atualizar. E defende: "No caso das meninas da ginástica rítmica, o ideal é que uma pessoa faça a maquiagem de todas elas, já que é necessária uma homogeneidade no grupo."

É fato que uma roupa bem feita, com referências da moda atual, e uma coreografia bem marcada têm o apreço dos jurados, mas Georgette faz questão de lembrar que só esses quesitos não bastam. "A roupa faz parte do contexto. Mas, além disso, a ginasta não pode estar acima do peso e nem maquiada demais."

Por Juliana Falcão (MBPress)

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