Alta costura na praia

Alta costura na praia

Biquíni Larissa Minato. Foto: divulgação

Se você acha que aqueles biquínis que mais parecem obra de arte só servem para criar conceito em desfile ou ainda estampar ensaio de revista feminina, prepare-se para mudar de opinião. Além disso, prepare o bolso. A moda praia de alta costura - ou a beach couture, como muitos chamam - é lindissima, bem feita, moderna, mas tão salgada quanto água do mar.

Os que têm cara de joia ganham já no primeiro olhar. Tem aplicações e, de longe, você sabe que se trata de uma peça sofisticada. Outros, só vestindo mesmo pra sentir o porquê valem o quanto custam. São mais confortáveis, melhor moldados e normalmente, contam com mais tecido.

Entre as grifes que caminham nessa direção está a Copa Club, marca que chegou recentemente ao mercado criando peças que tem cara de objeto de desejo. Para o verão 2011, investiu em tons neutros e chiques, como o "off white", o nude, o marinho e o preto. Para fechar o corte bem feito, usou ainda ferragens douradas, dando ar mais aristocrata aos biquínis e maiôs.

Tanto na Copa Club quanto em outras marcas que investem nesse segmento, as peças aparecem em modelagens um pouco maiores. A estilista Larissa Minatto, que desenhou uma coleção para esse verão toda conceituada no beach couture, explica que o grande diferencial das peças mais luxuosas vão muito além do preço. "Há uma grande diferença no design. Não há economia de tecido, há mais detalhes, os vincos são mais plissados", exemplifica.

Sem essa preocupação em usar menos material, as alças ficam mais largas, os bojos são de melhor qualidade e estruturados e o tecido, invariavelmente mais confortável, além de ter melhor toque e mais brilho. Na coleção de Larissa há ainda, por exemplo, estamparia digital, que é mais rica, sem limite de cor, e também aplicação de ferragens. "Os adornos de metal dessa coleção têm banho de ouro rose e amarelo", conta.

Esse tipo de peça pesa mais no bolso e, por isso mesmo, merece mais cuidado. A dica de Larissa é sempre lavar tudo à mão, com sabão neutro. E não precisa guardar a peça apenas para passear no calçadão ou dar uma volta de barco. Ela garante que os tecidos são próprios para praia e piscina, pois têm durabilidade. "Os metais são resistentes e não oxidam ou esquentam, apenas mantem a termperatura do corpo", completa.

Larissa mesmo admite fazer o estilo "perua de praia" e usa sempre os modelos mais sofisticados. "Combino com saída de praia em seda, chinelo havaianas e uma bolsa grande. Uso os modelos menores para tomar sol e os maiores para almoçar, passear no fim da tarde", conta. Outra dica dela para arrasar com as peças desse tipo é combiná-las com shorts ou calças em alfaiataria, tudo de tecido bem leve.

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Além de biquínis com regulagens e amarrações diferenciadas e maiôs com drapeados únicos, Larissa criou também vestidinhos refinados, maxi regatas e macacões luxuosos, em malha bege com correntes douradas, por exemplo. E ela não é a única. Grifes como Lenny e Rosa Chá, por exemplo, investem em peças que vão além do biquíni, tudo isso para atender uma necessidade do mercado. "O Brasil é referência em moda praia e houve necessidade de se explorar mais o segmento, que estava muito repetitivo. Mudava apenas a estampa", lembra. "De três ou quatro anos para cá, sinto uma evolução dos designs e vejo composições que combinam muito bem roupa e biquíni, por exemplo".


Hoje, segundo ela, a consumidora não quer apenas aquela saída de praia comum, comprada na areia, ou o shorts jeans velhinho. "A mulher pede uma camisa com estampa igual a do biquíni, feita em seda, tudo para compor um conjunto", sustenta. Ela lembra ainda os "kaftan", super na moda por conta da sua versatilidade. "Servem tanto para ir para balada, com salto, quanto para usar na praia, de chinelo de dedo". Na Galeria você observa os modelos em detalhes.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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