Adequação é a palavra-chave

Adequação é a palavrachave

Tão importante quanto escolher peças que sejam coerentes com a própria personalidade e a mensagem que pretendemos transmitir, também devemos pensar na adequação com a ocasião e o ambiente que iremos frequentar.

Pois é, parece óbvio, mas esse detalhe acaba sendo esquecido em meio à tantas outras informações que devem ser consideradas.

E aí é aquele festival: gente de sobretudo e cachecol de lã num sol de 40 graus, chinelos em locais que pedem o mínimo de formalidade na aparência, roupa de balada em ambiente de trabalho e a lista segue...

Aliás, os dois primeiros exemplos citados são fenômenos recorrentes em cidades praianas já que durante a maior parte do ano, devido ao calor, grande porcentagem da população transforma as sandálias de borracha em parte integrante do corpo, mas é só cair aquela chuvinha de final de verão que resgatam a bota de montaria e o cachecol de tricô que haviam se perdido no fundo do armário.

Em outro grupo, encontram-se algumas pessoas que acreditam que a manutenção do estilo merece qualquer tipo de sacrifício e por isso sujeitam-se a usar sapatos que machucam, peças em tamanho menor e até ignorar a temperatura só para usar a roupa que tanto desejam.

O importante, claro, é sentir-se bem consigo mesmo antes de mais nada. Porém, ao fazer este tipo de escolha, o desconforto fica nítido em nossa face e toda aquela imagem que construímos com tanto cuidado vai por água abaixo porque depõe contra nós mesmos. Lembre-se: estilo sem adequação demonstra falta de personalidade, de quem quer passar por algo que não é e que não se enquadra. Além do desconforto nítido, a má escolha pode fazer com que destoemos da multidão, como alguém que sequer pertence a este planeta.

Não poderia deixar de citar a turma dos que "não ligam para moda" e que, no esforço tão grande de se rebelarem contra ela, ignoram o fato de que a falta do mínimo cuidado com a aparência transmite não só o descaso com si próprio, mas também indiferença aos que estão em sua presença.

Independente do grupo em que cada um se enquadre, a solução para esse tipo de equívoco tão comum é simples. Antes de sair de casa, questione se as peças escolhidas trarão conforto, se estão de acordo com o destino e, principalmente, o que você pensaria se encontrasse alguém vestido da mesma forma na rua/ na festa/ no traballho?


Na dúvida, pergunte para o irmão, pai, mãe, amiga ou quem estiver em casa e, embora alguns considerem besteira e futilidade, em determinados eventos, inclusive, consultar as amigas a respeito da roupa que vestirão também ajuda bastante - não para adotar um uniforme, mas para ainda mostrar-se coerente.

Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: contato@ericaminchin.com

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