A democracia do jeans

A democracia do jeans

Não há peça mesmo mais democrática do guarda-roupa feminino que o jeans. Todo mundo tem - e há um modelo para todo mundo também. A nomenclatura pode confundir um pouco a cabeça, principalmente com os estrangeirismos da moda. Mas sabendo o nome do seu jeans preferido ou não, você sabe que pode contar com ele sempre.

Agora no inverno, tudo indica que o denin viverá seu ápice. Reinando absoluto, é cortado para todos os corpos (e bolsos). Tem lavagens para agradar alternativas e clássicas. Cortes para valorizar formas magras ou mais cheinhas.

Para que não abre mão do conforto, vale apostar no modelo boyfriend. A modelagem ampla, quase masculina, fica melhor para mulheres mais altas. A barra dobrada é um charme, como bem disseminou Katie Holmes. "Combinam com sapatos de saltos mais grossos e peças de cima também esportivas", sugere a consultora de imagem Milla Mathias.

Ela também comenta os melhores usos da calça justinha, skinny, e alerta que ela fica mesmo melhor nas magrinhas, porque marca bem o corpo. Mas, se a produção combinar a blusa correta, mais larga, e os acessórios valorizarem outras partes do corpo, as mais encorpadas também ficam ótimas no modelo. "Skinny escura com uma camisa e um blazer formam um look super bonito", diz Milla.

O jeans tipo flare serve para maquiar a silhueta, já que o corte é sequinho e ajustado na altura do joelho, ampliando na barra. Fica ótimo de salto, especialmente meia pata. Mas Milla acha que apenas as mulheres magras e com pernas mais finas ficam bem com esse jeans.


Uma lavagem mais punk deve agradar as mulheres alternativas, que adoram a diversidade possível com o jeans. Nos modelos surrados (homeless-chic), o tecido tem lavagem diferenciada e rasgos (chiquérrimos). Entre as possibilidades estão os efeitos degradê, respingados de tinta ou puídos. Uma sugestão é mesclar o look com alfaiataria e sobreposições. Milla prefere que as peças de cima sejam esportivas, para seguir a linha da calça. Agora é só escolher o seu. E abusar da democracia do jeans.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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