Gola como acessório

Colarinho como acessório

Foto: reprodução/ The Man Repeller

Não é de hoje que as golas dão um toque especial às roupas. No século XVIII, elas funcionavam como uma espécie de chemise usada sob as roupas, um costume bastante encontrado na Espanha e na França.

No século XIX, a gola passou a ser engomada e plissada, dando origem ao rufo. Além de representar status social, media até 45 centímetros e tornava a postura mais austera. Os rufos deram lugar às golas altas e extremamente engomadas, chegando a causar irritação e machucados.

Em 1929, esse tipo de gola passou a ser visto em camisas pólo para a prática de tênis. A peça foi criada por René Lacoste para evitar queimaduras de sol. Quando o traje ganhou as ruas, as golas foram abaixadas. E este item evolui tanto que hoje, pelo menos fora do Brasil, você pode adquirir somente o colarinho com a gola engomadinha. Duvida?

No site Pixie Market você pode adquirir o acessório feito de couro por US$ 44, ou aproximadamente R$ 73. Quem também teve a ideia foi a Eleven Objects, que comercializa a peça para cá através da sua loja virtual. Mas será que essa moda vai chegar por aqui? "Acredito que se pegar será entre as turmas mais alternativas e criativas, aquelas que gostam de montar um look com linguagem própria", opina a personal stylist Renata Vieira.

Se o tal acessório fizer sucesso por aqui, a personal acredita que ele será usado em eventos informais, combinando com qualquer tipo de blusa. "Pode ser um top ou vestidinho tomara que caia, por cima de camiseta ou regata. O que vai mandar será a criatividade". E ressalta: "Este colarinho vai bem com tudo que seja mais urbano, evitando assim rasteirinhas, bolsas de palha, visual hippie e outros itens que lembrem férias."

Renata afirma que, infelizmente, nem todo mundo poderá usufruir desta moda. "As mulheres mais cheinhas devem evitar o acessório, pois ele chama a atenção para o pescoço e, normalmente, essas pessoas o têm mais volumoso, o que daria a impressão de estar sufocando, com a gola apertando."


Não há necessidade de a cor da gola ser igual à da blusa. "Pode ser um tom sobre tom, cores complementares, ou até mesmo tudo descombinado. Afinal, hoje em dia, quanto menos itens combinando na produção, melhor!", diz Renata. Aqui no Brasil, a personal sugere que o colarinho seja confeccionado em couro ou algo similar. "Sem dúvida, o material deve ser ‘consistente’ e mais durinho para que a gola cumpra seu papel e fique engomadinha". E aí, gostou?

Por Juliana Falcão (MBPress)

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