Christian Louboutin no Brasil

Christian Louboutin  Sapatos

A paixão por sapato tem nome e sobrenome francês. Não é de hoje que Christian Louboutin é sinônimo de elegância e estilo nos pés. Mas só agora a América Latina ganha a primeira loja da marca, aqui no Brasil. "Abro lojas em lugares onde me identifico e onde identifico mulheres que tem estilo para usar meus sapatos", disse ele quando esteve em São Paulo para acompanhar as obras do novo espaço, no shopping Iguatemi.

Será a primeira loja da marca já com o novo projeto arquitetônico, com fachada toda revestida de peças de madeira esculpidas em mil diferentes tipos de desenhos. Em 80 m², a elegante coleção de bolsas e sapatos será apresentada em nichos atraentes, que remetem à primeira boutique dele, em Paris. "Esse espaço (Iguatemi) é a essência do Brasil: um mix de estilos e culturas", disse. A loja será divida em três salas - umas delas fechada por espelhos para atendimentos particulares. Um luxo só. Para ter em casa um par dessa joia dos pés é preciso desembolsar em média R$ 3 mil.

Além da silhueta perfeita, os sapatos assinados por Christian têm como marca registrada o solado vermelho. Em entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, ele contou que a ideia de pintar a sola veio num momento em que ele achava que suas criações precisavam de um toque especial. "Uma funcionária minha sempre pintava as unhas. Um dia peguei o esmalte dela, passei na sola, e o sapato ganhou vida". Depois disso, nunca mais os solados Louboutin passaram despercebidos.

A primeira loja de Christian foi inaugurada em 1992 e hoje o nome dele representa uma das mais desejadas grifes de sapatos do mundo. Tem atualmente 16 lojas próprias, dentre elas em Paris, Londres, Nova York, Los Angeles, Moscou, Cingapura, Hong Kong e Jacarta. A marca também pode ser encontrada em 46 países, em famosas lojas de departamento. A boutique no Brasil é a 17ª no mundo e será inaugurada na segunda quinzena de março de 2009. A coleção vendida aqui será a mesma vendida mundo afora. Na inauguração, a coleção Verão deste ano, além de clássicos do designer, deve encantar as brasileiras.

Louboutin é o queridinho das famosas. Mas não foi assim que começou a carreira. Descobriu num museu de arte africana um desenho de salto agulha que o fascinou quando criança. Em casa, foi criado por sua mãe e três irmãs - e credita ao ambiente feminino sua inspiração.

Christian Louboutin  Sapatos

Aos 15 anos, ele já conhecia a noite parisiense, as salas de música e teatro da cidade e, vidrado por esse universo sensual, decidiu criar sapatos para vender às dançarinas.

Depois daí, trabalhou para grandes marcas, como Christian Dior, Chanel e Yves Saint Laurent. Ficou um tempo longe da paixão pelos sapatos, quando virou paisagista e colaborador da Vogue. Mas logo encontrou uma boutique na Galeria Vero-Dodat, próxima ao Louvre e, com outros dois amigos, criou o negócio, no início da década de 1990.

Quatro meses após a inauguração da boutique, uma jornalista americana da W Magazine estava em Paris para descobrir novos endereços "trend" na cidade. Foi quando ela ouviu uma animada conversa de duas mulheres sobre os sapatos da boutique de Christian Louboutin; uma delas era a Princesa Caroline de Mônaco. A matéria foi publicada, o negócio decolou e o resto é história.

O estilo inimitável dos sapatos de Louboutin, seus saltos com joias e seu design sexy e despretensioso agradam a mulher feminina e vaidosa. Além do solado, as linhas clean e o acabamento perfeito perpetuam a tradição do sapato de luxo, criado para evocar a beleza de uma época.

Nicole Kidman, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Gwyneth Paltrow e Cate Blanchett são algumas das atrizes que usam Louboutin. Madonna, Tina Turner, Gwen Stefani e as gêmeas Olsen são suas grandes fãs também.

Christian busca inspiração também em viagens pelos continentes e tem uma fascinação particular pelo Oriente. Enquanto viaja, se diverte garimpando objetos de decoração coloridos para suas boutiques. Seus sapatos são fabricados na Itália e criados no atelier do designer, em Paris, mas a inspiração permanente ainda vem daquela imagem dos anos 50, naquele museu de arte. Sorte a nossa.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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