Thalma de Freitas no elenco de “Caras e Bocas”

Thalma de Freitas

Thalma de Freitas - foto Márcio de Souza (Divulgação TV Globo)

Ela inspira estilo. E respira música. No meio disso, ainda encontra tempo para atuar. Thalma de Freitas já nasceu no meio das artes. É primogênita de Laércio de Freitas, que além de maestro, é arranjador, compositor e pianista. Aos 15, a moça já dava canja no restaurante onde o pai tocava e ganhava a vida trabalhando como modelo enquanto tentava terminar os estudos.

Aí, foi só chegar aos 18 anos e garantir a liberdade para sair sozinha e cantar com amigos em um bar, por pura diversão. Na mesma época já trabalhava com musicais e depois, encarou a carreira de atriz.

Aos 34 anos, já atuou em diversas novelas, como “Laços de Família”, “O Clone”, “Kubanacan”, “Começar de Novo”, “Bang Bang”, além de dois filmes, “O Xangô de Baker Street” e “As Filhas do Vento”. Nesse último, dividiu com Taís Araújo o Kikito de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado.

As principais influências dela são pai, lógico, os amigos do pai e os amigos que conquistou no meio. E a lista de agradecimentos não é nada curta. “A Orquestra Imperial me ensinou a ser crooner (cantor de baladas populares que normalmente acompanha uma orquestra), Hélio Flanders me ensinou a tocar um pouco de violão. O DJ Nuts me apresentou muita música brasileira, a Cibelle me mostrou como se jogar na música sem medo de ser feliz, o Daniel Ganjaman a ter juízo. O Alexandre Youssef me deu a chave do Studio SP, para experimentações musicais, o João Donato fez comigo um bolero adorável e, agora, (Alexandre) Kassin e Berna Ceppas vão me ajudar a transformar tudo isso em um fonograma”, conta.

Em entrevista ao Vila Glitter, Thalma conta como divide a carreira de atriz e cantora, fala sobre o novo trabalho na televisão e também como mantém a saúde do corpo e da mente: tudo com muita paz no coração.

Você se divide entre a carreira de cantora e atriz. Como é que administra as duas coisas?

Meu trabalho como atriz é centrado nas novelas da Globo, onde sou funcionária. Costumo ter doze meses de férias pra descansar a imagem e esse tempo é dedicado às minhas peripécias, inclusive musicais. Hoje em dia o Diogo Pires e o Raphael Sant Ana, da Rinoceronte, entraram em campo para me ajudar a ter uma carreira como cantora de verdade, pois até agora via a música como hobby.

Thalma de Freitas

Thalma de Freitas (vestido Victor Dzenk / Divulgação Dalutex)

Quais são seus projetos profissionais atuais? E os planos para o futuro?

Estou no elenco de “Caras e Bocas”, do Walcyr Carrasco, com direção do Jorge Fernando, que estreia dia 13 de abril. Minha personagem é a Magaly, que tem uma petshop com o marido veterinário Aluísio (Alexandre Moreno) e uma filha lindinha chamada Ada (Amanda Azevedo) que vai participar de um concurso de miss mirim. Enquanto gravo a novela estou produzindo meu álbum solo, com composições inéditas e autorais, sob direção de Berna (Ceppas) e (Alexandre) Kassin.

Como estão os trabalhos com a Orquestra Imperial? O que você mais gosta neste trabalho?

A Orquestra está muito bem, fizemos um show lindo na concha acústica, de Salvador, no mês passado! Eu amo cantar e dançar no palco com meus amigos.


Como faz para manter a saúde do corpo e da mente? E quais são seus caprichos relacionados à vaidade?

Sou preguiçosa, não pratico nenhum esporte nem tenho nenhum capricho desses - a não ser comprar muitos cremes de cabelo pra modelar e hidratar, e também maquiagem. Mas isso, considero trabalho. Gosto de ler e andar de bicicleta na orla, serve?!

E o que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

Tenho uma vida internauta que já foi mais ativa, mas continuo atualizando meu blog/clipping com as matérias que mais gosto. Convido a todos para uma visita aos endereços www.afilhadomaestro.blogger.com.br e também no www.myspace.com/thalmadefreitas. Além disso, prezo muito minha solitude. Passo bastante tempo em casa fazendo nada. Viva o ócio criativo!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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