Rock in Rio: 26 anos de evolução

Rock in Rio 26 anos de evolução

Logo de 1985. Foto: Reprodução.

Um dos maiores festivais de música e entretenimento do mundo, o Rock in Rio, está de volta. Depois de 10 anos, o evento retoma sua história. Bandas nacionais e internacionais vão se reunir no Rio de Janeiro e cantar para milhares de pessoas de diversas partes do país e até mesmo do mundo.

Quem teve a chance de conferir de pertinho as edições anteriores, afirma que em vinte e seis anos de festival sofreu muitas mudanças. "O público-alvo continua sendo os jovens, mas agora os jovens são outros!", diz Leonardo Mellin, que esteve presente no Rock in Rio de 1985, 1991 e 2001.

O aspecto ‘improvisado’ da primeira edição do evento, em 1985, evolui muito, junto com o mundo, agregando aspectos tecnológicos, multiculturais e até mais marketeiros em reflexo à própria sociedade em que vivemos, que se tornou muito mais consumista do que antes.

Pode-se dizer que o Rock in Rio surgiu como grito da liberdade, afinal era o marco do início da democracia no Brasil, que abria as portas do país pela primeira vez desde a ditadura. "O primeiro Rock in Rio tem uma aura de ter sido o nosso Woodstock, ou seja, um festival de música que celebrou a liberdade de expressão (ainda restavam resquícios da censura e da ditadura dos anos 70), o congraçamento, a alegria e um desejo por um mundo melhor", relata Leonardo.


O rapaz acha que o festival deveria ter mais alguns ajustes: "Sugiro que o Rock in Rio tenha dias dedicados a uma plateia mais madura, preços compatíveis com a realidade nacional e, quem sabe, reúna bandas que hoje estão separadas, para poderem ali dar um presente para seus antigos fãs".

Por mais que o Rock in Rio tenha passado por modificações ao longo desses 26 anos, ele sempre estará na memória de que acredita que é possível ser livre. Cada uma das canções tocadas nos palcos de todas as edições vai ajudar a compor a trilha sonora de quem luta por um mundo melhor.

Por Adriana Massini (MBPress)

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