Panmela Castro - grafite protesto

Panmela Castro  grafite protesto

Panmela Castro. Foto: Divulgação

Conhecida como "Anarkia Boladona" - Anarkia, por não seguir padrões, e Boladona, na gíria carioca que diz respeito a uma pessoa contestadora - Panmela Castro ganhou popularidade ao fazer das paredes das ruas cariocas um painel para expressar suas opiniões sobre temas sociais e tabus que envolvem o universo feminino.

O talento da jovem de 30 anos foi reconhecido inicialmente pelo padrasto. Na quinta série ela foi homenageada pelos seus trabalhos. Mais tarde, estudou no Liceu de Belas Artes, onde cursou Publicidade e Propaganda. Ao mesmo tempo em que aprimorava ainda mais seus conhecimentos de desenho, Panmela pixava as paredes, levando as pessoas que viam seus desenhos a enxergarem o mundo de maneira menos passiva.

Em 2008, Panmela criou o projeto "Grafiteiras pela Lei Maria da Penha", a convite da ComCausa, uma ONG de direitos humanos da Baixada Fluminense. Além de pixar a parede com desenhos que remetiam ao tema, a grafiteira ministrava oficinas e falava sobre os mais diversos problemas enfrentados pelas mulheres. Inclusive por ela mesma - em um dos seus relacionamentos teve que colocar um ponto final por ser vítima de agressão do próprio companheiro.

A iniciativa da grafiteira foi reconhecida com prêmios nacionais e internacionais, como o Vital Voices Global Leadership Awards, na categoria de direitos humanos, em 2010, e seus desenhos ganharam mais espaço dentro e fora do país. Panmela já coloriu as paredes de Berlin, Toronto e Johanesburgo.


Defendendo o grafitismo como uma forma de comunicação e protesto, Panmela incentiva outras mulheres a exporem suas inquietações nos muros. Por meio do projeto Artefeito, ela ensina outras pessoas a promover mudanças sociais positivas por meio da arte.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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