Os Desafinados: com Rodrigo Santoro e Cláudia Abreu no elenco!

Amor, amizade e muita bossa nova. Assim é a história de “Os Desafinados”, filme de Walter Lima Júnior, que já percorre as salas de cinema de todo país, após oito anos de projeto.

Ganhador de prêmios como Premiere Brazil New York (Moma) 2008, o longa é dividido em duas épocas e conta a trajetória de um grupo de músicos: Joaquim (Rodrigo Santoro), Davi (Paes Leme/Genésio de Barros, na segunda fase), PC (André Moraes / Antônio Pedro), Geraldo (Jair Oliveira / Bené Silva) e o cineasta Dico (Selton Mello / Arthur Kohl).

A história começa com a morte da cantora Gloria Baker. Depois disso, o cineasta Dico resolve fazer um documentário sobre o quarteto Os Desafinados com episódios da banda, entre eles, o sonho de se apresentar no Carnegie Hall, em Nova Iorque, a história de amor de Joaquim e a cantora Gloria (Cláudia Abreu), além das tragédias políticas, como o Golpe Militar de 1964 e na Argentina, fato que muda a história dos músicos para sempre.

Os Desafinados

Foto - Divulgação

Entre um acontecimento e outro, canções de Tom Jobim e Newton Mendonça embalam o romance dos protagonistas. Conforme o diretor, a escolha do elenco teve como princípio unir músicos com atores. “Seria impensável ter apenas atores como personagens. O músico tem um tempo e um temperamento muito particular. Não há como imitar o músico, ou você é ou não é. Despertar o músico que existe no ator era então o meu objetivo”, diz.

Foi justamente o que aconteceu com Rodrigo Santoro durante as gravações. Na fase de produção, o ator ouviu músicas do gênero, além de estudar o contexto político, social e cultural da época. “Tive muita aula de piano durante um mês e meio. Meu objetivo era tocar as canções de verdade. Como tínhamos dois músicos de verdade no grupo (o Jair e o André), além do Ângelo que também tem formação musical, foi um grande aprendizado para mim. Aos poucos fui aprendendo a escutar as notas e a interagir, ou seja, fazer música”, comenta.

Já Selton Mello relembrou a própria fase de ansiedade para rodar o primeiro filme, no início da carreira de cineasta. “Inspirei-me em mim mesmo (risos). Claro, faço um cineasta, louco para rodar seu primeiro filme. Esse era eu. Depois de 'Os Desafinados', parti para a concretização do meu longa, 'Feliz Natal', e, coincidência ou não, ele estréia no mesmo ano do filme do Walter. Adorável coincidência”.

Por Juliana Lopes

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