Myrian Rios se desculpa oficialmente após discursar contra homossexuais

Myrian Rios se desculpa oficialmente

Foto Reprodução Blog "Canção Nova"

As palavras disparadas pela ex-atriz e deputada estadual pelo PDT do Rio de Janeiro, Myrian Rios, contra a emenda que visa os direitos dos homossexuais ganharam proporções bem maiores do que ela imaginava. No vídeo que foi parar no YouTube na sexta-feira (24), Myrian declara: "Eu tenho que ter o direito de não querer um funcionário homossexual na minha empresa se for da minha vontade".

E continua: "Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada."

O posicionamento da deputada impressionou a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) que, por meio de nota, definiu o discurso de Myrian Rios como lamentável.

Para tentar abafar o caso, Myrian Rios resolveu emitir uma nota oficial. Nela, ela afirma que repudiava qualquer tipo de agressão aos homossexuais. Confira a nota na íntegra:

Iniciei meu discurso de 21 de junho na tribuna da Alerj relatando a minha condição de católica, missionária consagrada da comunidade Canção Nova e, como tal, eu prego o respeito, o amor ao próximo, o perdão. Destaco que Deus ama a todas as pessoas, pois Ele não faz diferenciação. Em um dos trechos, afirmo: não sou preconceituosa e não descrimino.
Repudio veementemente o pedófilo e jamais tive a intenção de igualar esse criminoso com o homossexualismo. Se entenderam desta maneira, peço desculpas. Conto na minha família com parentes e amigos homossexuais e os amo, respeito como seres humanos e filhos de Deus. Da mesma forma repudio a agressão aos homossexuais, pois nada justifica tamanha violência. Votei contra a PEC-23 por minhas convicções e não contra este ou aquele segmento de determinada orientação sexual.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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