Movimento feminista agenda protesto para hoje na Uniban

Quando a jovem Geisy Arruda, 20 anos, resolveu colocar o seu vestido rosa básico, na altura das coxas, não imaginava que causaria tanto furor, mais que isso, que se tornaria o assunto da semana na imprensa.

A questão polêmica da sua vestimenta considerada pela Universidade Bandeirante (Uniban) como não adequada para uma sala de aula, tanto que rendeu a expulsão da aluna, mobilizou organizações não-governamentais (ONGs). Através da internet, elas divulgaram ontem um abaixo-assinado contra o ocorrido na Uniban.

As manifestações continuam ainda hoje, com um ato contra a atitude da instituição em retirar a estudante. O Movimento Feminista, Sindical e Estudantil marcou uma manifestação para às 18 horas, em frente ao campus de São Bernardo, onde ocorreu o episódio. As organizações consideram que a "vítima foi transformada em ré" e os "agressores ficaram impunes".

A universidade se defende alegando que o comportameto da estudante foi provocativo. "Não é a vestimenta, mas a atitude, como, por exemplo, ao subir ter parado no meio do percurso e levantado a saia", disse o assessor jurídico da Uniban, Décio Lencioni.

No comunicado pago publicado em jornais do Estado de São Paulo, chamado de "A educação se faz com atitude não com complacência", a instituição afirma que a estudante de turismo "frequentava a Uniban com trajes inadequados, indicando postura incompatível com o ambiente da universidade". Segundo o texto, ela teria sido alertada e não modificou seu comportamento.


Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, a polêmica também ganhou espaço na imprensa internacional, em agências de notícias, e nas versões online de alguns jornais do mundo. O New York Times, por exemplo, usou o título "Aluna brasileira é expulsa após usar minissaia", para relatar o fato, e afirmou que mesmo o Brasil sendo conhecido pelos seus trajes mais leves, principalmente em cidades de praia, nas universidades as roupas são mais comportadas, a maioria dos estudantes usa jeans e camisetas. A agência de notícias Reuters seguiu a mesma linha e chegou a ironizar o episódio ter acontecido em um país conhecido pelos seus biquínis minúsculos e sua atitude liberal.

Por Juliana Lopes

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