Maitê Proença abre o coração

Maitê Proença abre o coração

Divulgação

Maitê Proença é, sem dúvida, uma das mulheres mais bonitas da televisão brasileiras. Perto de completar 50 anos, ela engatou uma novela na outra - fazia “Três Irmãs” e agora interpreta Nanda, em “Caminho das Índias” -, arruma tempo para escrever livros, namorar e ainda cuidar da mente e do corpo.

Em entrevista a revista “Quem Acontece” desta semana, Maitê falou sobre a experiência que teve com o chá místicoalucinógico Santo Daime. “Eu tomei durante três anos, fiz por paixão, era a coisa mais importante da minha vida, tinha o Daime de companhia, fiz como autoconhecimento, tirando muitas cascas, muitos mecanismos que a gente tem e acha que é necessário para uso social. Foi um processo demorado e dolorido”, lembra. Hoje, Maitê está afastada do ritual, mas não descarta o retorno. “Agora faz tempo que eu não tomo, mas tomarei ainda ao longo da vida”.

Maitê disse ainda que consegue administrar uma boa relação da filha Maria, de 18 anos, com o namorado, Alexandre Colombo. Ele é 10 anos mais jovem que a atriz e, segundo garante Maitê, filha e namorado se adoram.

A atriz e escritora estudou sempre em boas escolas, morou em Paris, na adolescência, viajou o mundo na idade adulta e se manteve fora do país fazendo de tudo um pouco. “Vivi dois anos sem regras de comportamento, experimentando, na ausência de restrições, uma sensação plena de liberdade. Eu era um indivíduo no ápice de sua autenticidade”, afirma. E foi na Europa que teve o primeiro contato com artes cênicas. Mas aos 20 anos voltou ao Brasil, começa a trabalhar com diretores brasileiros.

“Quando ingressei na Globo, era um ET. Tinha acabado de chegar da Índia; havia perdido os hábitos brasileiros, que, aliás, eu nunca tive: estudei em uma escola internacional; meus pais eram intelectuais e ateus em um país católico; aos dois anos de idade, me enfiaram numa creche para crianças miseráveis, só para que eu pudesse 'experimentar' o outro lado das coisas. E eu me vestia de uma maneira esquisita para os padrões 'carioco-globais', parecia uma californiana psicodélica. Sabia que aquilo seria difícil para mim e pedi um salário alto, muito alto. Não tinha a menor noção do que era aquele universo. Ser atriz, realmente, não era um dos meus objetivos naquele momento, queria mesmo voltar para a França e estudar. Soube depois que pedi o salário de um ator de primeiríssima linha. Pagaram”, declarou ela em seu site oficial.


Ainda bem né? Assim ele ficou por aqui e, a partir daquele momento, Maitê engatou numa promissora carreira de atriz, mudando de emissora, escrevendo, atuando no teatro e na televisão. Nos anos 90 foi quando ela se aproximou da umbanda, do candomblé e, especialmente, do Santo Daime. “Meu interesse pelas religiões sempre foi algo diferente, uma curiosidade inusitada, pois fui educada de maneira muito cética em relação a tudo o que fosse místico. Não é como redescobrir Deus para quem já teve um. Gosto de investigar as religiões e para isso preciso experimentá-las sem restrições. No caso do Daime, foi um processo de compreensão e autoconhecimento intenso e muito especial”, revelou.

Por Sabrina Passos (MBPress)

Comente