Look no Oscar

Angelina Jolie  Anne Hathaway

Angelina Jolie / Anne Hathaway

Nesse Oscar 2009, o casal Brad Pitt e Angelina Jolie não levou prêmio algum para casa, mas foram alvo de piadas do ator mestre de cerimônias Hugh Jackman e chamaram a atenção desde que chegaram no tapete vermelho. Com jóias verdes e um vestido preto tomara-que-caia, Angelina foi muito clicada pelos fotógrafos. Assim como ela, várias atrizes preferiram os tons escuros e os modelos discretos.

Não resistimos comentar os figurinos das atrizes no Oscar 2009, não é? De preto, a mocinha Vanessa Hudgens desfilou belíssima ao lado do namorado Zac Efron. Kate Wislet preferiu o azul petróleo, num modelo clássico de um ombro só. Queen Latifah e Reese Witherspoon também apostaram no azul.

As que apostaram nos tons claros mostraram preferência óbvia pelo modelo tomara-que-caia. Anne Hathaway, que participou da primeira intervenção musical de Jackman, logo no início da noite, não tinha jóias no pescoço e abusou do brilho do tecido todo bordado. Jennifer Aniston seguiu a mesma fórmula. Nicole Kidman também mostrou a bela forma num tomara que caia justo, todo rendado.

Jessica Biel e Marisa Tomei apareceram com modelos parecidos, de tecido liso, claro, amarrado pelo corpo. Marisa contou que o vestido chegou apenas na manhã de ontem, gerando pânico antes da festa.

Penélope Cruz apareceu lindíssima, liderando as atrizes que preferiam o vestido “bolo” ao invés do justo, colado no corpo.

Além dela, Sarah Jessica Parker, Miley Cirus e Marion Cotillard também abusaram dos babados e do tamanho da saia do vestido.

Sarah Jessica Parker  Tilda Swilton

Sarah Jessica Parker / Tilda Swilton

Em plena noite de Carnaval no Brasil, nota zero apenas para Whoppi Goldberg e Tilda Switon, no quesito elegância. E destaque certo para Natalie Portman, Jada Pinket Smith e Taraji P. Henson.

Penélope Cruz  Whoppi Goldberg

Penélope Cruz / Whoppi Goldberg

Oscar 2009

A organização cortou gastos, mudou o formato do Kodak Theater, colocou um ator australiano - e não um humorista - para apresentar a noite. Por conta da crise, até os maiores patrocinadores foram menos generosos. Mas não há como negar que a entrega do Oscar deste ano foi mágica, como sempre. O “X-man” Hugh Jackman fez bonito na apresentação, transformando a noite num grande musical bem interpretado. As piadas foram economizadas, assim como o tempo para discursos e até apresentação das melhores músicas.

Pela primeira vez a academia deu o Oscar de melhor atriz coadjuvante para uma espanhola. Penélope Cruz levou o primeiro prêmio da noite, pela atuação em “Vicky, Cristina, Barcelona”, um filme de Woody Allen. Emocionada, ela agradeceu a todos e, é claro, não perdeu a chance de discursar em espanhol.

Depois de cinco indicações, Kate Winslet finalmente levou a estatueta de melhor atriz pela atuação em “O Leitor”. Kate também não é americana e recebeu o prêmio das mãos de Marion Cotillard, vencedora ano passado por “La Mome”. Kate aproveitou para brincar com Meryl Streep, indicada por sua atuação em “Dúvida”, a 15ª de sua carreira. “Desculpe, Meryl, você vai ter que engolir isso!”, disse.

Heath Ledger é australiano e levou a estatueta de melhor ator coadjuvante. Imortal pelo Coriga, em “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, Heath morreu no ano passado, vítima de uma overdose acidental de medicamentos. Os pais e a irmã receberam o prêmio em nome dele e a estatueta, conforme decisão dos organizadores, vai para a filha do ator, Matilda, quando ela completar 18 anos. No clima de economia, a festa do Oscar não prestou maiores homenagens a Heath. Ele é o segundo ator na história a ganhar um Oscar depois de morrer.

O prêmio de melhor ator foi para Sean Pean, pela atuação em “Milk - A voz da Igualdade”. No filme, ele interpreta um ativista gay. No discurso, pediu pela necessidade dos direitos iguais para todos. “Envergonhem-se”, disse aos californianos que votaram contra o casamento gay nos últimos referendos.

Nem a ótima atuação de Brad Pitt deste ano tirou o prêmio de Sean. “O Curioso Caso de Benjamin Button”, líder de indicações, era um dos favoritos e acabou levando apenas três estatuetas. Os prêmios de melhor filme e melhor diretor ficaram com “Quem quer ser um milionário?”. O filme conta a sombria mas esperançosa história de um indiano pobre que compete em um programa de perguntas e respostas. O “indiano” de Danny Boyle já era aclamado pela crítica e levou oito prêmios.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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