Júlia Lemmertz na ‘Camarim’ de janeiro

Júlia Lemmertz na ‘Camarim’ de janeiro

Foto: Vinicuis Mochizuki

Em cartaz no teatro com "Deus da Carnificina" e na televisão em Araguaia, Julia Lemmertz interpreta mulheres, Annete e Amélia, super intensas. E intensidade também é seu papel além das cortinas. Em entrevista à revista "Camarim" de janeiro, ela diz que corre sem parar. "Gravando novela, sendo mãe, dona de casa, esposa, e chegando na hora no teatro", garantiu.

No palco, divide cena com Paulo Betti, Deborah Evelyn e Orã Figuereido, formando "quatro mosqueteiros", como define a esposa de Alexandre Borges. Mas, para dividir o camarim, ainda se derrete com o marido. "Sempre tive boas companhias. Ando com saudades da época que dividia com o Alexandre, meu marido e melhor companheiro", confessa.

Comentando o espetáculo em que atua, que fala das relações humanas, elegeu a intolerância como maior defeito dos humanos. "Você não ser capaz de aceitar as diferenças, não admitir que existam outras verdades, que não a sua, é muito triste". E opinou também sobre sua personagem da novela, que irá se apaixonar por um homem mais novo. "Acho uma hipocrisia isso de uma mulher mais velha não poder ter um relacionamento com um homem mais novo, o contrário é perfeitamente possível e ninguém contesta, acha até bacana, é um pensamento machista e eu não dou a mínima pra ele", disse. "Cada um que seja feliz do jeito que achar que deve".

Júlia Lemmertz na ‘Camarim’ de janeiro

Foto: Vinicuis Mochizuki


Com 2011 na curva, Julia disse que espera que as pessoas andem pra frente e apresentem soluções para o bem comum, no ano novo. "E que a nossa peça continue em cartaz com sucesso por onde passar", pediu. O maior sonho da atriz, no entanto, é ter saúde pra envelhecer bem, "podendo exercer a profissão". "Quero ver meu filhos terem os seus filhos, ver o mundo mudar e eu junto com ele".

Por Sabrina Passos (MBPress)

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