Golpista inspirador do filme "Vips" quer impedir lançamento nos cinemas

Golpista de “Vips” quer impedir o filme

Foto/Divulgação "Vips"

Com estreia marcada para a sexta-feira (25), o longa "Vips", se depender do inspirador da história, encontrará dificuldades. Trata-se de Marcelo Nascimento da Rocha, falsário que se fez passar por Henrique Constantino, herdeiro da Gol e, devido a sua experiência aplicando golpes, escreveu o livro homônimo ao filme.

Em entrevista, Marcelo, que será vivido por Wagner Moura nas telonas, havia dito que não cedeu os direitos de sua vida aos diretores, que não pareceram se importar muito com o fato. "Os direitos que foram comprados foram os do livro. A Justiça está aí pra isso", se defendeu Toniko Melo, diretor do longa.

Outra coisa que não agradou muito o verdadeiro Marcelo foi a declaração de Moura sobre ele. Wagner falou que se sentia desconfortável em fazer um bandido ladrão de pirulito de vovozinha. "Eu não fiquei muito feliz em saber que o ator que vai me representar não queria o papel, porque eu roubava velhinhas. Apesar de ser um bom ator, ele deveria ter estudado um pouco da minha vida. Eu nunca roubei velhinhas, nem participei de golpe contra velhinhas, mesmo tendo oportunidade", desabafou o golpista, que está preso, mas apareceu no programa da Hebe na última terça-feira (22) no quadro "Sofá Holográfico".

Apesar da polêmica, tanto Wagner Moura quanto o diretor procuraram manter distância da história original. "Vi outro personagem que esteticamente era mais interessante. Achei que não era o caso conhecê-lo. O que quis fazer não era a história de um estelionatário", disse o ator, que sequer teve contato com Marcelo.


O diretor ainda acredita que a inspiração do personagem apareceu apenas no nome e em certos casos apresentados em 'Vips', em especial na presepada de se apresentar como herdeiro da empresa aérea Gol para curtir o Carnaval em Recife como uma verdadeira celebridade.

"Tenho a impressão de que qualquer história real não se sustenta em duas horas. Foi preciso ficcionar. As histórias reais são mais pitorescas, mas não tem arco dramático", explicou. "Acho que ficaria chato se o filme fosse só sobre ele."

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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