Fernanda Young, desnuda

Fernanda Young desnuda

Divulgação/ Playboy

Ela é mãe, esposa, roteirista, apresentadora, escritora. Arredonda a idade para cima desde os 37 e não tem medo do tempo. "Quem tem medo disso já perdeu o jogo", afirma Fernanda Young. Com os traços delicados, mas expressivos, ela provou que além de um mulherão por dentro, é também um vulcão de sensualidade por fora.

Fernanda estampa a capa e o recheio da revista Playboy de novembro que chega às bancas hoje. Polêmico como não podia deixar de ser, o ensaio entrega um erotismo menos pornográfico do que o normalmente visto nas páginas de revistas masculinas. A exigência do conceito foi da própria Fernanda.

Os críticos de plantão classificaram o ensaio de poluído, pouco colorido. Os fãs acham que as imagens não podiam ser diferentes, admiram com entusiasmo o nu que Fernanda jura, não teve vergonha de mostrar. "A intenção é que gera a vergonha, a timidez. Se me pedissem para fazer caras e bocas, talvez eu me incomodasse. O nu, por si só, não me incomoda", disse.

E mesmo com os amigos e convidados folheando as páginas, na festa de lançamento que aconteceu num charmoso bar no centro velho de São Paulo, ela disse que não há espaço para a vergonha. "No meu círculo íntimo, meus amigos próximos e vizinho, talvez em alguns momentos eu me incomode. Mas aqui, agora, não".

Na coletiva que concedeu à imprensa, antes do lançamento, Fernanda disse que ser gostosa não precisa estar vinculado ao vulgar e, com as fotos, gostaria de representar mulheres que interessem. "Se outras mulheres interessantes toparem por se sentirem acompanhadas com o meu ensaio, fico muito feliz".

O corpo delicado, magro e feminino que Fernanda exibe na revista é resultado de muita disciplina, principalmente com relação aos exercícios. Há 15 anos, ela faz atividades diárias, "mais pela saúde da mente do que pela vaidade", confessa. A pele, que segundo ela está longe de ser uma das fáceis de cuidar, é branca, muito sensível (e super desenhada por uma infinidade de tatuagens). Por isso tudo, Fernanda não descarta filtro solar e usa uma infinidade de produtos, todas manipulados especialmente para ela. Já fez três aplicações de Botox na testa, mas como tem medo de perder a expressão (irritada com charme), preferiu as picadinhas na região entre as sobrancelhas. "Não quero parecer mais jovem do que sou, mas isso não significa que não queira ser vigorosa".

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A roteirista de "Os Normais" é vegetariana, mas não deixa de abusar daquilo que gosta, como pizza e cerveja, por exemplo. Com o ensaio, fez as pazes com a própria feminilidade. "Vi que o corpo está realmente muito bom". Ela garante que, antes, não se achava tão bonita - vingança deliciosa da menina estranha da época da escola. "No colégio, tem quem ataque bolinha e quem leve. Eu levava". Folheando a Playboy, a gente quase não acredita.

Na coletiva, no lançamento e nas páginas da revista, Fernanda veste corsets e corselets incríveis. Adotou a peça há sete meses e diz que toda mulher devia usar também. "É mais confortável do que calça jeans", garante. Questionada se a peça não remete ao machismo, a "irritada" mais simpática que conheci, respondeu rápido: "Machista para mim é a mulher que não corta o cabelo porque o namorado não gosta".


Fernanda é a única coelhinha da Playboy com oito romances publicados. Agora em novembro, mais um deve chegar às livrarias, intitulado "O Pau". A negociação com a revista masculina durou meses. O convite é mais antigo do que muita gente imagina. E os motivos que levaram Fernanda a aceitar geraram polêmica na internet, quando ela publicou 10 razões no seu Twitter. A primeira delas era "salvar o erotismo da breguice". Dito. E feito.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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