Fernanda Machado e os bastidores de “Tropa de Elite”

fernanda machado

foto divulgação/Arquivo AgNews

Fernanda Machado, que interpretou Maria em “Tropa de Elite”, diz que se identifica bastante com sua personagem no filme de José Padilha. Em entrevista ao Vila Mulher, a atriz fala sobre o tráfico de drogas, revela ser fã de carteirinha do ator Wagner Moura e ainda comenta o sucesso do longa-metragem, que estreou nos cinemas em outubro do ano passado.

Vila Mulher: Atualmente é muito comum o envolvimento da classe média com o tráfico de drogas. Como você se sente em relação a isso? Acha que é um problema político ou social?

Fernanda Machado: Acho o envolvimento da classe média com o tráfico de drogas é um problema muito sério. O usuário da classe média deve ter consciência que quando ele consome drogas, ele alimenta o tráfico. Não tem como negar isso. De certa forma ele contribui para o aumento da violência, violência essa que na maioria das vezes se volta para a própria classe média. Portanto, acho que o problema é social, mas não deixa de ser político, pois a descriminalização de algumas drogas deveria ser refletida.

Vila Mulher: Como foi contracenar com Wagner Moura?

Fernanda Machado: Sou muito fã do trabalho do Wagner. Admiro muito como pessoa e artista. Mas ironicamente tive apenas uma pequena cena com ele no filme. Até em Paraíso Tropical, uma novela que durou oito meses, não contracenamos juntos. A gente se encontra e brinca: quando será que vamos trabalhar juntos? Mas é claro que mesmo não contracenando com o Wagner, já foi um imenso prazer estar perto desse monstro de ator que ele é.

Vila Mulher: Você acha o filme “Tropa de Elite” foi pensado principalmente para as pessoas repensarem em suas atitudes, principalmente os jovens?

Fernanda Machado: Certamente o filme provoca muitas reflexões. Considero o “Tropa de Elite” um filme provocativo e é isso que mais gosto nele.

Vila Mulher: Você se identifica com sua personagem Maria?

Fernanda Machado: Sim. Me identifico muito com a Maria, pois também já fui universitária e me lembro bem desse universo. Também já me envolvi em causas sociais, não tão profundamente como ela, mas entendo a vontade que ela tem de mudar o mundo, de melhorar as coisas que estão à sua volta, de não fechar os olhos para os problemas. Também compartilho de todas essas vontades.

Vila Mulher: Como você foi convidada para atuar no filme? Imaginou que ele faria tanto sucesso?

Fernanda Machado: O convite para participar do filme foi feito pelo próprio Zé Padilha. Fiz um teste para outra personagem, a Roberta, pois a Maria era francesa (Marie). No primeiro roteiro, ela seria simplesmente a namorada de Matias, não teria uma participação tão efetiva. Quando ele resolveu mudar tudo, tornou a personagem em uma brasileira e dona da ONG, ou seja, ela acabou amarrando esse roteiro. Por causa dela, o Matias sobe o morro e acaba gerando todos os conflitos dessa história. Depois dessa mudança, o Zé me ligou e me chamou para dizer que desde então ele só pensava em mim para sua nova Maria. Fiquei muito feliz, claro! Desde que soube deste filme, lá atrás, quando nem podia imaginar fazer parte dele, já achava um projeto incrível, ousado e polêmico. Portanto, já imaginava que seria um grande sucesso.

Fonte: MBPress

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