Fãs de Star Wars falam sobre o encanto da trama

Fãs de Star Wars

Bianca Momi e Sarah Helena. Foto/Arquivo Pessoal

Star Wars é o título de uma obra de fantasia americana transformada em filmes e, posteriormente, em literatura. São seis longas, divididos em duas trilogias de ficção cientifica. Os lançamentos dos filmes não correspondem à ordem cronológica da história. Por exemplo, o episódio I: A Ameaça Fantasma é de 1999, enquanto o episódio IV: Uma Nova Esperança foi o primeiro, lançado em 1977.

No inicio de cada filme há uma contextualização, para que o espectador se localize no universo fictício de Star Wars. Sempre começa com "Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…" uma forte alusão aos contos de fada, frase marcante da série.

Apesar de o estilo de ficção cientifica ser ligado ao público masculino, há muitas mulheres que gostam e são fãs das histórias. É o caso da professora Sarah Helena, de 28 anos. "Eu sou da série desde que era pequena. Quando era criança, com meus três, quatro anos, já brincava com meu pai que eu era o Darth Vader e ele o Luke Skywalker usando lanternas no escuro como sabres de luz", conta Sarah. "Eu adoro ficção científica e space opera em geral, mas Star Wars cativa a gente pelo visual, pelo ar de conto de fadas que a história tem", completa.

A estudante Bianca Momi, 18 anos, também se apaixonou por Star Wars na infância. Porém, foi depois de grande que começou a estudar a história e se tornou fã. "Coleciono DVDs e livros. Também tenho bonecos, um Sr. Cabeça de Batata (Toy Story) versão Stormtropper, pelúcias e coisas variadas que eu acho por aí, como bolsas e camisetas", revela Bianca. A estudante é tão fanática que chegou a fazer uma tatuagem da saga, um sabre de luz no dedo indicador.

Quem gosta garante que uma diferença de Star Wars é que ele empolga desde quem tem mais idade, que assistiu a trilogia original quando foi lançada, até crianças que mal aprenderam a andar. "O que você mais se vê nos eventos de Star Wars são famílias! Algumas, os pais ensinaram os filhos a gostar da saga, outras foram o contrário, o interesse dos filhos acabou tornando os pais fãs", diz Sarah.

Bianca revela que já sofreu preconceito por ser uma mulher fã de ficção cientifica. "Em uma entrevista de emprego, as entrevistadoras me olharam torto depois que recomendei um dos longas da série quando pediram que eu indicasse um filme, e mais torto ainda quando perguntaram qual o último livro que tinha lido e eu disse ‘Star Wars The Empire Strikes Back’", lamenta. "Senti bastante preconceito por parte delas e não passei por não me ‘encaixar no perfil’ para trabalhar com cosméticos, ou seja, de acordo com elas você não pode gostar de ficção científica e entender de maquiagem", completa Bianca.

Fãs de Star Wars

Sarah Helena. Foto/Arquivo Pessoal

Em 2010, Sarah entrou para o Rebel Legion, que é o fã clube fantasiado oficial para os "mocinhos" da saga. "Vestir a roupa de jawa sempre foi um sonho, e ano passado eu finalmente consegui completar esse sonho. Para entrar para o Rebel Legion e para o 501ST, sua roupa precisa passar por uma aprovação em que eles observam cada detalhe para ser o mais parecido possível com os filmes", afirma. "Agora estou fazendo uma armadura mandaloriana para entrar no Mandalorian Mercs, que é o fã clube oficial de mandalorianos, a raça do Jango e do Boba Fett", completa Sarah.

A fã revela usar o Star Wars para praticar solidariedade. Eles já trabalharam para arrecadar alimentos e compor cestas básicas para as pessoas carentes e se reuniram em campanhas de doação de medula óssea. "Estamos hoje lutando para ajudar uma bebê chamada Leah, que tem uma doença que os médicos não conseguem diagnosticar e que juntou uma legião de fãs de Star Wars tentando divulgar o caso para, quem sabe, algum médico possa descobrir o problema. Enquanto isso, ajudamos nas dificuldades financeiras que uma doença grave causa para uma família", conta Sarah.


Os encontros de Star Wars, normalmente, acontecem em grandes livrarias que cedem seus auditórios. Os fãs também se encontram no Dia do Fã, todo ano na Estação Ciência. A professora já passou por diversas situações curiosas durante os eventos. "Já acharam que eu era um manequim e se assustaram quando eu sai andando. Outra vez pensaram que embaixo da fantasia havia um homem, e se assustaram quando escutaram a minha voz e descobriram que sou mulher", se diverte Sarah.

Compõe a série: I. A Ameaça Fantasma (1999), II. O Ataque dos Clones (2002), III. A Vingança dos Sith (2005), IV. Uma Nova Esperança (1977), V. O Império Contra-Ataca (1980) e VI. O Retorno de Jedi (1983).

Por Bianca de Souza (MBPress)

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